Relatos de uma viagem…parte 2

Vocês lembram da nossa viagem de Páscoa? Há um tempinho escrevi aqui a primeira parte da nossa aventura e já estava mais do que na hora da continuação, não é mesmo? Daqui a pouco chega o verão, novas viagens e aventuras no calendário e nada das histórias da páscoa pelas terras francesas. Apertem os cintos que agora vai…

Saumur – França

Nossa descida rumo a Saumur foi super tranquila e o sol resolveu dar o ar da graça, isto porque Reims não é uma cidade que podemos chamar de ensolarada, na verdade é bastante acinzentada durante boa parte do ano (quando o sol aparece, sim, é lindo – e quente).

Levamos cerca de seis horas porque decidimos fugir das auto-estradas e pegar um caminho bem fofo pelos campos. A velocidade nessas pequenas vias fica em torno de 90 km/h (chegando em pequenos trechos a 110km/h), nada comparado com as autoroutes pagas do país. Muitas dessas estradas estavam sendo reformadas, por isso pegamos trechos bem lentos.

Num determinado momento, decidimos pegar uma outra estrada que nos levou às bordas do Loire (La Loire, em francês), o mais longo rio da França. A região para a qual fomos, chamada de Pays de la Loire (Países do Loire), possui um grande número de castelos e se destaca pelo charme das cidades que beiram o rio assim como pelos vinhedos e paisagens.

Les Troglodytes!

Antes da nossa chegada a Saumur nos deparamos com várias casas estranhas. Na verdade, eram grotas, sim, estamos em 2008 e ainda existem pessoas que moram em grotas. 😀 O charme das grotas é que são completamente adaptadas. Vimos inclusive varias delas ainda em construção. E ao conversar com amigos no nosso destino sobre as casas nas grotas, descobrimos que são conhecidas como Les Maisons Troglodytes.

Na região, é possivel não só visitar algumas casas trogloditas como inclusive comer em restaurantes de mesmo tema. Infelizmente não podemos visitar nenhum dos dois, pois como disse, fomos numa época em que esses sítios turísticos estão fechados.

Castelos

Chateau de Saumur IMGP8513

Esta é a vista da cidade de Saumur do outro lado do Loire. Encantadora! Esse castelo que vocês estão vendo nas fotos (Le château de Saumur) está em reforma e não é possivel visitá-lo. No entanto, fizemos uma longa e gostosa caminhada para chegar ao seu cume para ver o castelo e seus arredores de perto.

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Romântico, não?

Para não dizer que a viagem à Saumur foi em vão, passeamos bastante pela região e encontramos inclusive um castelo aberto para visitas. O Château de Brezé, construido entre os séculos XI e XIX, é conhecido por possuir um castelo sobre outro castelo. Explico.

Além do castelo visivel, existe uma imensa construção subterrânea que te leva a um mundo completamente diferente. Lá encontramos uma incrivel vila troglodita subterrâna com direito a padaria, pressoir (local para esmagar as uvas) e les foudres (onde o suco da uva é guardado e fermentado com a finalidade de tranformá-lo em vinho). Muitas partes do subterrâneo ainda não foram exploradas, por isso em alguns lugares existiam placas proibindo a passagem.

Chateau de Brézé IMGP8587

Levamos mais de uma hora para percorrer todo o trajeto. Olhando a foto acima, não dá para imaginar que ao redor do castelo existe o mais profundo fosso (seco) da Europa. Dezoito (18) metros de produndidade cavados pelas mãos dos trabalhadores desde 1448. Pedras que foram tiradas deste fosso, serviram para construir o castelo que vemos na superfície. Incrível, não?

IMGP8588 Fosso do chateau de Brezé

IMGP8591 Fosso do chateau de Brezé (ponte no detalhe)

Ao sair do castelo de Brazé fizemos um passeio nas pequenas vilas ao redor de Saumur. Encontramos um outro castelo também fechado para visitas, mas com uma bela vista para o Loire: O Château de La Dame de Montsoreau.

Chateau de La Dame de Montsoreau. Chateau de La Dame de Montsoreau.

Nossa volta para casa deixarei para um próximo post…Este ja está enorme! 😉

  • A palavra em sueco do dia é slott [slót], castelo

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