Cosmonova e exposições

Hoje estive no Cosmonova, um cinema que fica no Museu de História Natural da Suécia, ao lado da Universidade de Estocolmo. O Cosmonova é um cinema diferente. Nada de blockbusters ou filmes de época, muito menos de arte. Tudo o que é exibido alí tem algo a ver com animais e/ou natureza.

O diferencial do Cosmonova fica por conta da parte técnica. A cúpula (ou domo) do cinema tem 23 metros de diâmetro e foi construído de chapas de alumínio, formando uma superfície de 760 metros quadrados (clique na imagem para ampliar). O salão possui 262 lugares além de três reservados a visitantes em cadeiras de rodas.

As exibições começam sempre às 11h e terminam às 18h/19h. Cada filme tem duraçao média de 45 minutos. No programa que recebi, há quatro filmes em exibição que se repetem durante o dia. Hoje assisti a dois deles: Sea Monsters 3D e Dinossauros. Para quem não entende sueco, é possivel pegar emprestado fones que fazem a tradução simultânea para o inglês.

O primeiro deles foi projetado através do sistema digital 3D do Cosmonova, o que significa que usei aqueles óculos ridículos :roll: os quais, segundo o que tava escrito na tela antes de tudo começar, bloqueiam toda luz e faz com que as imagens sejam vistas por cada olho por vez.

A projeçao do Sea Monsters 3D foi feita em uma janela no domo (como mostra a foto ao lado). Eu gostei e me assustei bastante. Estranho se sentir parte do filme e ainda continuar sentado.

Mas foi no segundo filme que senti a grandiosidade do cinema. Você fica o tempo todo olhando para todos os lados, inclusive para cima, pois a projeção do filme ocupa uma imensa superfície. A projeção IMAX usa o maior formato de filme que existe, 10 vezes maior que os 35mm de um cinema comum. A diversão é garantida.

Entre um filme e outro aproveitei e dei uma passada nas exibições do museu. A que mais me impressionou chama-se Den Mänskliga resan (The Human Journey) na qual é possível ver a evolução humana em vários aspectos. Um deles foi a reprodução de algumas espécies até a chegada do Homo sapiens. A perfeição com as quais foram produzidas e os detalhes das pesquisa são impressionantes.

Naturhistoriska RiksmuseetNaturhistoriska Riksmuseet

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Uma outra coisa legal foi a interatividade. Nada de exposições com teias de aranhas. Muito pelo contrario. Diante de cada parte do percurso, uma tela sensivel ao toque te dava informações extras e até mesmo propunha jogos. Eu fiquei brincando numa das telas tentando descobrir quais pegadas pertenciam a 9 bichos diferentes. 😛 Naturhistoriska Riksmuseet

Uma outra exposição, esta disponível apenas até 31 de agosto, chama-se Jordens berg (Montanhas do mundo, em tradução livre). Em em inglês, chama-se Spetacular Mountain Landscapes e mostra imagens feitas pelo fotografo de natureza (é assim mesmo que se chama?) sueco Claes Grundsten. Fiquei apaixonada por várias lindas imagens de montanhas do mundo inteiro. Uma delas é esta aí ao lado, tirada em Tarfala, nos fiordes suecos. O mais lindo da imagem é o céu que de tão azul reflete na neve deixando uma linda paisagem azulada.

  • A palavra em sueco do dia é utställning [utstéling], exposição