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novembro 16th, 2008 | Author:

“…não “faz” tão friooo”. Quis fazer alusão a clássica música de Lobão “Chove la fora”, mas neste caso não funciona e até soa errado em português, já que seria “está frio” ou “não está frio”. ;) A primeira neve do ano em Estocolmo caiu hoje de manha… adorei. Apesar de ter derretido ao chegar no chão. Adoro neve. Adoro frio

Muita gente pergunta se aqui faz frio no inverno. Na verdade muita gente acha que aqui faz frio o ano inteiro. Os suecos, no entanto, costumam repetir uma frase que cai bem neste post:

Det finns inget dåligt väder, bara dåliga kläder!

Não existe tempo ruim, apenas roupas ruins!

Confesso que senti muito mais frio morando na França do que na Suécia. Explico:

Voltando as casas. Muitos apartamentos e casas são construídos com janela dupla (uma interna e outra externa. Outras, mais modernas, possuem três. Todas elas são bem isoladas e imepem que o frio entre. O sistema de aquecimento funciona bem e a temperatura média das casas gira em torno dos 22 graus.

Na França, parece que  não adianta aumentar o aquecimento pois como as casas não são bem isoladas, o calor não é aproveitado. Olhe que tenho experiência com diversos tipos de moradia na França, passando por apartamentos, casas e quartos.

As casas suecas / les maisons suédoises

Hoje, no jornal, foi publicada uma reportagem sobre os 60 anos da doação de casas suecas à um vilarejo em Caen, na região da Normandia, localizada no norte da França. A iniciativa partiu de um jornalista sueco que havia estudado na cidade e que, após uma visita a Caen, ficou perplexo com tamanha destruição. Victor Vinde ativou sua rede de contatos e conseguiu que a Suécia fizesse tal doação.

O interessante são as comparações que os próprios franceses fizeram à época da doação. Um em cada dois entrevistados acha que apesar de sexagernárias as casas ainda são modernas.

Em 1946, 400 casas de madeira, uma igreja e duas creches chegaram ao porto de Caen em um navio para serem montadas, mas apenas em 1948 elas ficaram prontas para serem habitadas. Foi neste momento que as casas causaram comoção.

Sven Ivar Lind foi o arquiteto responsável pela projeção das modernas casas suecas. As casas foram projetadas como um duplex (térreo e primeiro andar), três quartos, jardim, eletricidade, uma central de aquecimento e banheiro. O banheiro foi o que chamou mais atenção, já que na França da época, banheiros eram contruídos do lado de fora das casas.

A parte funcional das casas também foi uma surpresa. Em vez de móveis tradicionais, os guarda-roupas e a cozinha já chegaram embutidas. As tradicionais caixinhas de tempero sueca (kryddlåda) as quais eram possíveis puxar por uma aba de um armário embutido, foi algo realmente novo, assim como a tradicional despensa sueca (skafferi).

Além de muitos moradores afirmarem que estas eram as casas do futuro, outros foram bem mais enfáticos. “As casas suecas eram como paraísos. Elas eram quentes e secas. Era algo extraordiário e um provilégio morar lá”.

A matéria termina dizendo que a influência sueca continua. “ Hoje, 40% de todas as crianças francesas dormem numa cama IKEA”, conta o embaixador sueco durante a comemoração dos 60 anos da doação.

PS: Infelizmente não encontrei nenhuma foto em que houvesso o interior e/ou exterior das casas construídas em Caen. :(

  • A palavra em sueco do dia é element [êlement] radiador (aquecimento)
  • novembro 13th, 2008 | Author:

    Gosto de comerciais inteligente. Gosto de comerciais com humor (inteligente). Destesto generalizações e esteriótipos. No entanto, a Renault, marca de carro francesa, fez um comercial inteligente que brinca com esteriótipos, ou generalizações, com aquilo que pode caracterizar um país: a comida. Eu gostei!

    Num teste de impacto, é mostrado alimentos de alguns países que te faz pensar em seus respectivos fabricantes nacionais: sushi (Toyota – Japão), salsicha (BMW, Volkswagen, entre outros – Alemanha), um pão seco (knäckebröd), tipo bolacha, (Volvo, SAAB – Suécia) e uma baguete (Renault (e também Peugeot) – França).

    [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Vk-bF40ENH0]

    • A palavra em sueco do dia é reklam [reklam] , comercial, publicidade
    novembro 11th, 2008 | Author:

    Detesto comédias. Na verdade, gosto de comédias inteligentes. Comédias de situação. Detesto aqueles tipos de comédia cheios de piadas, daquelas que todos fazem caras de bobos idiotas e que todos morrem de rir. Sou chata e exigente. Não tem muito tempo comecei a admirar o trabalho de Adam Sandler. Apesar de ter adorado Spanglish, não são todos os filmes com ele que me fariam ir ao cinema ou comprar um DVD.

    Ontem, assistimos Reign Over Me, um drama com Sandler, e me certifiquei que sou uma fábrica de lágrimas em carne e osso. O filme gira em torno de duas pessoas/situaçoes, Charlie Fineman (Sandler) e Alan Johnson (intepretado pelo ótimo Don Cheadle). Charlie é um homem que perdeu toda sua família num acidente de avião (coincidentemente :S no fatídico 11 de setembro) e que sofre de uma síndrome pós traumática grave. Alan é um dentista bem sucedido mas que vive uma crise no casamento (ou seria dentro de si mesmo??).

    As vidas de Alan e Charlie se entrelaçam e muitas vezes claramente se opõem. Alan e Charlie foram companheiros de faculdade e é por causa desta amizade (ou graças a ela) que o filme se desenvolve. Eu simplesmente amei o filme e recomendo. Mas para aqueles que têm a alma sensível como a minha, um balde apenas não vai ser suficiente para o rio de lágrimas. É emocionante. Até meu viking chorou! 8O

    O filme também tem a participação de Liv Tyler, Jada Pinkett Smith e Donald Sutherland.

    Detalhe: Vi o filme sem legenda!! Não entendi, claro, todos os diálogos, mas vejo que meu ingles está melhorando (mesmo se muitas vezes penso o contrário!). Fiquei super contente.

    • A palavra em sueco do dia é känslig [chenslig] , sensível
    novembro 04th, 2008 | Author:

    Neste final de semana, a polícia de Estocolmo lançou um serviço que se chama “a tecla noturna” (tradução livre). Ele consiste em um plantão telefônico para o qual pessoas que estiverem se sentindo inseguras, ao por exemplo, voltar para casa após uma festa, possam ligar para conversar.

    A idéia parece ótima! No entanto, poucas pessoas utilizaram o serviço no primeiro final de semana de funcionamento. O número do plantão de polícia “a tecla noturna” é 08 50 44 66 66 e ele ja está no meu telefone.

    Todos que estiverem na rua entre as 22h e 3h30 da manhã durante o final de semana podem ligar. O serviço não é para ser usado quando você se sentir ameaçado, mas sim, quando sentir uma desagradável sensação de andar sozinho, no escuro e em lugar deserto. Quem estiver em situação de emergência ou se sentir ameaçado deve ligar para o 112.

    Entre dois e três voluntários bem treinados, de um total de 30, ficam de plantão a cada final de semana. Os voluntários se encontram na central de polícia e estão prontos para alarmar a polícia em caso de, durante a conversa, acontecer algum tipo de violência com quem está ligando.

    Segundo uma voluntaria do serviço, o objetivo do plantão é diminuir o sentimento de insegurança que muitos reconhecem ter e verificar se este metódo é efetivo.

    O plantão “a tecla noturna” está em fase de teste e funcionará todas as noites de sexta para sábado e de sábado para domingo até 31 de janeiro, quando o serviço será avaliado. Em caso de avaliação positiva, se realmente existir interesse dos habitantes de Estocolmo, o serviço pode se tornar permanente.

    Update: O plantão “a tecla noturna” tornou-se permanente desde o dia 27 de março para todos os moradores da região metropolitana de Estocolmo.

    Quando li a matéria que fala deste plantão lembrei imediatamente do excelente post que Somnia escreveu sobre a primeira vez que ela sentiu medo na Suécia e de suas considerações sobre a violência.

    Eu particularmente nunca senti medo na Suécia, mas confesso que dá um frio na barriga quando pessoas desconhecidas se aproximam do nada. Tento não dar bobeira e não deixar minha luz de atenção desligada, evito andar em locais que aparentemente são inseguros e, bom, quase nunca saímos a noite. Somos bem caseiros. :)

    • A palavra em sueco do dia é knapp(en) [knápp] , tecla
    novembro 03rd, 2008 | Author:

    Há tempos queria escrever sobre o dia do nome. Até já falei um pouco sobre isso e em outra ocasião comentei quais foram os nomes mais registrados no ano de 2007. Agora, com o widget do WordPress, aquele que disponibiliza os feeds dos blogs/sites que leio/gosto/recomendo (descobri ha pouco tempo e ainda não tinha testado) posso por em prática aquilo que ja havia planejado.

    Versão cortada da bandeira sueca (talvez quem preparou a bandeira, adaptou e cortou a continuação dela)

    Diariamente, o Enquanto isso, na terra dos vikings… vai mostrar no widget ao lado (abaixo do local para assinar o feed do blog) o nome do dia, seguindo o calendário sueco. É ou não é uma boa idéia?

    Mas por que fazer isso? Bom, segundo o livro Tradition och Liv (Tradição e vida), a tradição de festejar o dia do nome tem diminuido com o passar dos anos, mas a forma mais comum de fazê-lo é com bolo, café ou suco. Sobre o bolo, o nome do dia e sobre a mesa, uma pequena bandeira sueca e flores.

    Essa relação com o dia do nome é tão forte que nos dias reservados ao dia do nome do rei (28/01), da princesa coroada (12/3) e da rainha (08/08), a bandeira da sueca é hasteada (flaggdag) – ato recheado de simbologia para os nativos.

    Curiosidade sobre nomes na Suécia

    Ainda segundo o livro, antigamente não existiam muitos nomes para serem escolhidos. Poucos nomes eram bem populares e cada cidade possuia seus nomes típicos. As crianças recebiam apenas um nome pois ter vários era considerado sinal de arrogância.

    O uso dos nomes na Suécia mudou diversas vezes ao longo dos tempos. No século XVII, os nomes eram originados dos antigos nórdicos, como por exemplo, Sigrid, Torborg, Torsten e Esbjörn. Após a reforma (protestante), aparecem os nomes cristãos que atutomaticamente receberam versões suecas: Lars (Laurentius) ou Karin (Katarina).

    No século XVIII, eram os nomes franceses os de sucesso: Marie, Sofie, Eugen e Emile. Mais próximo do século XIX, nomes inglêses foram os mais escolhidos: Oskar, Robert, Maud e Lilly. No entanto, apenas na metade do século XIX é que os nomes nórdicos voltaram a ter popularidade.

    Atualmente, tenta-se modernizar a duração do dia do nome no calendário com a inserção de novos nomes, possivelmente na esperança de que a tradição ganhe novamente força.

    Juliana não existe no calendário sueco. :( Mas sei que meu nome é derivado de Julio(a). O dia do nome Julia no calendário sueco é 16 de fevereiro.

    Segundo o site Significado dos Nomes, Julia significa:

    Cheia de juventude. Indica uma pessoa de memória prodigiosa, muito senso de organização e um dinamismo contagiante. Excelente amiga, dedica-se totalmente às pessoas que estima.

    Modéstia a parte, o significado tem tudo a ver comigo! Quem me conhece sabe! ;)

    Para os que não moram no Brasil: Existe alguma tradição parecida, algo que tenha a ver com nomes, onde vocês estão?

    • A segunda palavra em sueco do dia é namnsdag [nãmsdá] , dia do nome
    Categorias: Geral  | 3 Invasoes Vikings
    novembro 03rd, 2008 | Author:

    Ilustração: Angel Pantoja

    No jornal que assinamos existe um espaço dedicado a regras de etiqueta. De quando em vez sempre dou uma olhada para rir com as perguntas e respectivas respostas.

    Hoje, na página principal do jornal na internet, vi uma pergunta que me chamou atenção: Como escapar de ser abraçado por um parente? Fui imediatamente ler a pergunta completa e ver qual a solução para esta estranha questão.

    Slippa kram och klapp?

    A pergunta: O que podemos fazer para escapar de um abraço de pessoas que não queremos ter contato corporal quando nos encontramos? (Os sueco costumam dar um leve abraço e tapinhas nas costas quando encontram amigos e parentes) No mais próximo círculo familiar, existem algumas pessoas que são “peguentas/grudentas”, especialmente uma mulher que infelizmente não têm como escapar em festas de família. Se eu consigo evitar um abraço, ela “dá uma batidinha/passa a mão” nas minhas costas quando fala comigo. Existe alguma forma que não seja desagradável para dizer a ela que ela não me toque de jeito nenhum, ou o jeito é suportar ?

    A resposta: Você tem minha simpatia – É desesperadamente desagradável ser tocado por pessoas que não queremos ter contatos mais próximos. Você pode começar estendendo a mão se esticando um pouco e dizer “Eu prefiro cumprimentar desta forma”, e ver se ajuda. Se não, você diz a ela quando a mesma se aproximar “Atualmente estou com problemas com contatos muito próximos, podemos então apenas apertar as mãos”. Ela pode acreditar no que quiser sobre teus problemas, que com certeza ela vai interpretar desta forma, que você não quer ser tocada por ela. Hoje em dia tornou-se comum, que todos se abracem ou toquem uns aos outros, com o objetivo de mostrar cordialidade e amizade. Mas temos o direito [de preservar] nossa intimidade/integridade evitando o contato com pessoas que não queremos aproximação.

    Ta aí uma característica bem sueca: ser franco, sincero.

    • A palavra em sueco do dia é ärlighet [érlighet] , franqueza, honestidade, sinceridade
    outubro 26th, 2008 | Author:

    Hoje começa o horario de inverno (vintertid) na Suécia. Ganhamos 1h de sono esta noite. :D Com os relógios atrasados em 1 hora, a sensaçao ainda é acordar com alguma luz. Esta que vai desaparecendo cada dia mais rápido até dia 22 de dezembro, no solstício de inverno, quando após a noite mais longa do ano, voltamos a ganhar dias iluminados.

    Hoje, por exemplo, o sol se levantou às 6h56 e vai se pôr às 16h09. Na quarta-feira, o sol vai nascer às 07h04 e vai se pôr às 16h01. Ambas informações são referentes a Estocolmo.

    A 28 anos os suecos fazem esta mudança de horario, desde que em 1980 a divisão horário de verão/inverno foi reestabelecida. Segundo o jornal, uma tentativa foi feita em 1916, mas após protestos, o horário de verão foi o oficial até a definitiva mudança em 1980.

    Com esse atraso, a diferença de horario com o Brasil diminui. Para os estados que aderiram ao horario de verão no Brasil, a diferença é de apenas 3h. No caso do Nordeste, como a região permanece com o horário normal, a diferença é de 4h, e não mais 5h.

    Mas, como saber o momento de atrasar ou adiantar os relógios quando se muda do horario de verão para o inverno (ou vice-versa)? Todas as vezes que isto acontece, os jornais trazem uma ilustração para ajudar os suecos a lembrar o momento de fazer a tão importante mudança de horário. Aqui vai a traduçao da explicação:

    Adiantar ou atrasar? Como fazer novamente isso?

    O relógio deve ser adiantado quando for horario de verão durante a primavera e atrasado no horário de inverno, ou horário normal, no outono.

    3h da manhã torna-se 2h. Atrasamos em 1h

    Existe uma forma de contornar essa situação para aqueles que sempre esquecem:

    A churrasqueira ou os móveis exteriores devem ser colocados para fora das casas na primavera e guardados no outono.

    Na primavera, desejamos bastante o verão (próxima estação do ano), enquanto que no outono, sentimos falta do verão (estação anterior).

    Em inglês, existe a expressão “Spring forward, fall back” que pode ser traduzida (para o sueco) Vår framåt, höst tillbaka.

    • A palavra em sueco do dia é vintertid [vínter-tíd] , Horário de inverno
    Categorias: Geral  | 7 Invasoes Vikings
    outubro 24th, 2008 | Author:

    Lys, do Universo Desconexo, comecou um papo interessante sobre ensino a distância (EaD) aqui e aqui. Estava para escrever um post sobre isso há algum tempo, mas agora vou aproveitar o gancho e fazer minhas considerações. Tentei comentar no Universo Desconexo, mas não consegui, por isso escrevo aqui e aproveito para inserir outras informações.

    Desde o primeiro semestre deste ano estou fazendo cursos a distância (distanskurs) através da plataforma Athena do Liber Hermods (um dos pioneiros – pelo menos na Suécia, ja que começaram em  1898 – no que diz respeito a ensino a distância). Comecei no steg 4 de Ingles (o que, se não me engano, equivale ao curso normal para o s nativos de 14 anos).

    No momento estou fazendo meu terceiro curso de inglês (Engelska B), já que preciso deste diploma para o que pretendo fazer na universidade (em agosto de 2009), photoshop (terminei ontem) e pagemaker – ambos para refrescar a memória, já que mexia com isso na época da universidade de jornalismo. Próximo mês começo um em programação em Java e termino o ano com um de webdesign.

    Entre os cursos, o inglês é o que mais sofre, pois a interação que Lys fala, através de ferramentas online, não existe neste caso. Sou avaliada por 5 “provas” escritas assim como uma gravação oral por prova. Sem contar com a prova nacional (writing, listening e reading), que neste caso é presencial, na escola para adultos (komvux) da cidade, porque oral mesmo, faço através do telefone ou Skype/MSN. O que na prática é péssimo, já que nenhum aprendiz em um idioma desenvolve instantânea capacidade de se comunicar pelo telefone com facilidade.

    Não vou ser tão radical, mas existe a disponibilidade de tirar dúvidas com professores na escola e um dia de speaking, para trabalhar o oral. O porém é que não existe a real possibilidade de treinar o ouvido e ter interação com o professor e outras pessoas de maneira que seu nível no idioma evolua. Explico.

    Existem várias datas disponíveis para o início do curso assim como a possibilidade de escolher quando terminá-lo. Isso é um ponto bastante positivo, já que todos, inclusive aqueles que trabalham, podem ser contemplados ao longo do ano e estudar na velocidade que mais agrada.

    Quando comecei o Ingles B, haviam apenas 2 pessoas que fariam o curso, eu inclusa. A outra pessoa, terminaria o curso em 5 semanas. Eu escolhi concluir em 10. Isso impossibilitaria um encontro nos dias de speaking, já que a velocidade de estudo desta pessoa não coincidiria com a minha. Resultado: como não me comunico com ninguém, o speaking e o listening são diretamente afetados, assim como o exercício da interação no idioma.

    Acredito que o Ensino a distância (também conhecido como e-learning) é muito bom, quando existem possibilidades para desenvolver as habilidades que você aprende na medida que o conhecimento está sendo adquirido. No meu caso, neste caso do inglês (o terceiro curso que faço nesse sistema), o ensino a distância está sendo desmotivador.

    As universidades e faculdades na Suécia estão repletas de cursos à distancia. Segundo o site NetUniversitet, existem mais de 3 mil cursos e cerca de 100 programas completos em 35 universidades e faculdades no país.

    Neste caso do EaD nas unviersidades, ainda não sei como funciona. Dos 6 cursos que escolhi para o próximo semestre, 2 ou 3 são ministrados à distância. Se for aceita, bom, vou ver como funciona.

    No caso de EaD no Brasil, acredito na iniciativa e creio que seja bastante positiva, tanto para alunos quanto para aqueles que ja trabalham na área. Isso é de qualquer forma, mais um campo de trabalho a ser explorado no país e um ferramenta poderosa para o futuro. Mas penso que ainda existe um longo caminho para a melhoria desses sistemas e plataformas, para que o resultado de todo esse novo investimento (financeiro e emocional) seja recompensado.

    • A palavra em sueco do dia é distansundervisning [distâns-undervisning] , Ensino a distância
    outubro 21st, 2008 | Author:

    Elaine foi uma das pessoas que me perguntou sobre o final da maratona do curso de sueco que fiz na Universidade de Estocolmo e quais foram minhas impressões. Na verdade, não sei nem por onde começar.

    Bom, vamos recapitular um pouco. Quando terminei o SFI, me sentia bastante confiante. Afinal, tive um excelente experiência: professores ótimos e uma turma super integrada. Minha passagem pelo SAS G foi bem rápida, nada que me deixasse sequelas irreversíveis. Ao fazer a prova da uni, pensei que entraria num nível mais avançado e ao avaliar o teste, senti que estava no caminho certo.

    O curso é dividido em dois semestres, cada um com quatro disciplinas. No primeiro deles (chamado de nível 2, dã!), tive logo de cara uma experiência traumatizante. Esta professora, por sinal, foi uma das melhores que tive durante todo o curso, pode acreditar!

    Ainda neste semestre, o único que possui aula de gramática, tive a má sorte de pegar uma professora incompetente e despreparada (lembrem-se deste adjetivo, ainda vou usar muito por aqui!). Sim, porque ela nunca corrigia os exercícios corretamente, se esquivava em responder nossas dúvidas e sempre empurrava a possível resposta para a próxima aula. Ela costumava dizer que dúvidas podem ser tiradas com a gramática e não com um professor. Em outro grupo, no qual uma das minhas colegas estudou, havia uma professora de gramática excelente. Foi apenas falta de sorte minha.

    O curso de oral foi um dos mais produtivos, apesar de acreditar que não precisamos ler livros de literatura num curso de oral. Isso não ajuda a desenvolver a linguagem falada (principalmente se você lê um livro escrito no final do século 19 com palavras que nem mais existem). O argumento de ler tais livros é ter assunto para poder discutir em sala. Ora, se você quer medir a desenvoltura oral, porque não utilizar assuntos cotidianos e usar jornais como material de trabalho?

    Terminei o nível 2 aliviada, desgostosa e um pouco decepcionada.

    Mas minha real decepção veio com o nivel 3. O show de despreparo dos professores é incrivel (ou é isso ou meu nivel de exigëncia é extremamente elevado!). Como no nível 2, este também é dividido em 4 disciplinas.

    A disciplina de oral, foi dividida com dois professores. Na primeira parte, escrevíamos e líamos mais do que falávamos. Na segunda parte, usamos um dos livros da perdida (o curso foi com ela), fazíamos correções de frases e discutíamos o porquê dos erros. Foi que salvou o curso (na verdade foi mais uma aula de gramática do que oral).

    Numa outra disciplina, o professor responsável era despreparado (no sentido de não preparar aula do dia seguinte e de não saber explicar o porque das coisas), incoerente (um dia afirmava que o céu era azul e no outro dia dizia que era verde), irresponsável e sem critério. Eu simplesmente não tinha paciência.

    Além disso, todos eles nos tratavam como se estivéssemos no jardim da infância.

    Ao final de cada semestre, eles nos dão questionários de avaliação de qualidade, onde o aluno pode escrever o que o curso precisa melhorar. Apesar de não servir mais para quem esta finalizando o curso, existe sempre a esperança de que um dia algo evolua para melhor.

    Procuro também ver as coisas pelo lado positivo. Acredito que foi uma experiência interessante e enriquecedora. Mas do ponto de vista acadêmico, decepcionante. Não desaconselho ninguem a não fazer o curso. Muito pelo contrário. Estimulo todos que me perguntam, pois o balanço deste curso só é válido para a minha pessoa. É um ponto de vista meu e de mais ninguém (mesmo se existam outros descontentes por ai).

    Provavelmente vão existir outros que passaram ou passarão pelos mesmos professores e terão outras opinições a respeito. Por isso, não desanimem ao ler este post. Como disse mais acima, meu grau de exigência é bastante elevado e o de paciência pelo não cumprimento desse grau é inversamente proporcional.

    • A palavra em sueco do dia é balansräkning [balans-r*ékning] , balanço

    Este R (r*) é para ser pronunciado como na palavra CARO.

    outubro 20th, 2008 | Author:

    Sei que estou beeeem atrasada com este post, mas não queria deixar de publicá-lo. Comecei a escrever um dia após o show, mas não sei porque desanimei. Mas ai vai uma versão curtinha dele…

    Quer fase mais complicada e marcante que a adolescencia? Uma das coisas que mais marcou esta época na minha vida foi ter contato com as músicas do R.E.M. (as mais conhecidas são Loose my Religion, Shiny Happy People, The One I Love).

    R.E.M. - Accelerate Tour R.E.M. - Accelerate Tour

    R.E.M. - Accelerate Tour

    R.E.M. - Accelerate Tour

    R.E.M. - Accelerate Tour R.E.M. - Accelerate Tour

    No dia da Independência do Brasil deste ano, há mais de um mes, realizei mais um sonho adolescente e fui ao show do R.E.M. (Accelerate Tour) acompanhada do meu viking e de Paola. Foi super bom! Conseguimos ficar coladinhos na grade, ou seja, perto do palco e com visão privilegiada.

    O Globen, local de realização do show, é enorme mas não estava completamente lotado. Havia muitos lugares vazios, mas nada que pudesse tirar o brilho do show. Show este que é enigmaticamente e energicamente comandado por Michael Stipes (vocal), Peter bucks (guitarra) e Mike Mills (baixo). O trio está na estrada a 28 anos e não deixa nada a desejar.

    Consegui tirar fotos ótimas e fazer 3 vídeos bem legais. Quem quiser ler mais sobre o show, vem aqui. Ela, além de ter ficado afônica, escreveu o que rolou no show. Abaixo vocês podem conferir um dos videos, Imitation of Life (uma das músicas que adoro).

    O refrão…

    That’s sugarcane that tasted good

    That’s cinnamon, that’s Hollywood

    Come on come on

    No one can see you try/cry

    O video…

    [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=UN7zdoFKMVU]

    A turnê Accelerate Tout vai passar pelo Brasil em novembro. Sexta-feira, 17 de outubro, foi publicada uma entrevista feita com Michael Stipe na qual ele fala, entre outras coisas, o que pode se esperar dos shows na terrinha.

    • A palavra em sueco do dia é hes [rres], rouco, afônico
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