Invenções suecas – Dinamite

Para começar o ano, resolvi iniciar uma série que se chama Invenções Suecas. Esta idéia está guardada, acredito, desde quando comecei a escrever o blog. Tendo em mente o inventor Alfred Nobel e suas invenções, comecei a pesquisar sobre inventos suecos e seus respectivos inventores e pensei, porque não escrever sobre isso? Por este motivo, todas as sextas-feiras, vou aqui apresentar uma invenção sueca.

Dizem que as invenções nascem da(s) necessidade(s) do seu inventor, não é mesmo? Pois é isso que vamos descobrir ao longo da série. Para começar, vamos contar a história da dinamite, descoberta por Alfred Nobel.

O que? Dinamite

Quem? Alfred Nobel

Onde? Estocolmo

Quando? 1867

nobel_dinamNobel nasceu em 1833 em Estocolmo. Seu pai era um excelente inventor e construtor e possuía uma mekanika verkstad. Por razões desconhecidas, a empresa de seu pai entrou em falência e a família tinha difíceis condições de se manter. Quando criança, Nobel foi obrigado a ajudar no sustento da família e, pela cidade, vendia, entre outras coisas, fósforos.

Aos 9 anos, a família Nobel se muda para São. Petersburgo, na Rússia. Lá, o pai de Nobel iniciou uma fábrica de minas, com a qual ganhou bastante dinheiro por conta da guerra. Alfred e seus irmãos tiveram acesso a uma boa formação.

Quando a guerra acabou, o pai de Alfred Nobel se viu obrigado a fechar a fábrica, pois não havia compradores. Isto fez com que a família voltasse a pobreza e retornasse a Estocolmo, o que Alfred fez dois anos após seus pais e Emil, irmão mais novo. Dois outros irmãos de Alfred Nobel permaneceram na Russia pois descobriram óleo e lá começaram o refino. Na Suécia, o pai de Nobel abriu um laboratório, já que ele era bastante interessado em química.

Neste tempo, iniciava-se na Suécia a construção de linhas férreas. Para isso, era necessário um meio suficientemente potente para explodir rochas e para fazer túneis. O material usado à época era bastante fraco e não era de grande ajuda. Era sabido da existência da nitroglicerina, uma boa substância explosiva mas extremamente perigosa de manusear. Sabendo disso, Alfred, Emil e o pai tentaram transformar a nitroglicerina em uma substancia não perigosa e para isso fizeram inúmeros experimentos.

Um dia, uma grande explosão aconteceu no laboratório em Estocolmo que acarretou cinco mortes, inclusive a do irmão mais novo de Alfred Nobel, Emil. Após a explosão, a família Nobel não pode mais construir um outro laboratório no centro da cidade. Nobel não desistiu da idéia e em um barco velho ancorado no Mälaren, montou um outro laboratório onde continuou com os testes com a nitroglicerina.

Na Alemanha, por um acaso da sorte, ele encontrou um pó que misturado ao óleo se trasformaria num material sem perigo de manuseio. Dinamite foi o nome dado por  Alfred Nobel a sua descoberta, em 1867, quando ele recebeu a patente aos 34 anos. Neste mesmo ano, ele montou uma fábrica de dinamite fora de Estocolmo.

A dinamite é usada, entre outras coisas, para explodir rochas e na construção de túneis e estradas

Além da dinamite, 355 outras invenções foram patenteadas por Alfred Nobel.

Fonte: Nobelfest och knytkalas

  • A palavra em sueco do dia é uppfinning , [uppfinning] invenção

10 thoughts on “Invenções suecas – Dinamite

  1. André says:

    Engraçado…

    Sou estudante de Mestrado em Averiro, Portugal e andava pesquisando umas coisas sobre meu projeto (cinema imersivo) e acabei caindo no seu post sobre o Cosmorama.

    Li e fui buscar mais informações no teu site e por surpresa vi que você coloca as temperaturas de Estocolmo e RECIFE!!!!!

    Putz, eu sou de Recife!!!! Você também é? Da onde? Sou de Boa Viagem. Será que nos conhecemos? Esse mundo é um ovo!

    Beijos e bom ano novo!

  2. Rafaelli says:

    Olá Ju, eu caí meio que de paraquedas aqui no seu blog, porque estava procurando informacao sobre Estocolmo.

    Muito legal as estatísticas que voce postou. Quando li a descricao de que voce gostava da cidade por ter muitas pontes, logo me identifiquei e em seguida disseste que es de Recife, como eu também (para melhor dizer, de Olinda).
    Acho que é um “mal” de recifense, ser louco por pontes. =)

    Estou atualmente fazendo um mestrado em Munique e tou em dúvidas entre visitar Estolcomo ou Oslo em marco (e aproveitar e ver um show de Bob Dylan! hahah Até que vai ter aqui também, mas eu estarei na nossa terrinha maravilhosa matando saudades!). Alguma recomendacao?

    Parabéns pelo Blog e Feliz 2009 =)

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