No início da semana anunciaram que este será o inverno dos recordes. O mês de novembro foi o mais frio dos últimos 100 anos. Dezembro também não deve ser diferente. Já estamos com neve desde meados do mês passado e ela não para de cair e de acumular e de causar caos. Mas bom, tirando o caos eu adoro neve e frio.
Só por curiosidade, aqui vai uma imagem da temperatura em Estocolmo nas próximas 48 horas. Não se assutem. Essa não é a temperatura normal para o mês de dezembro!! Não costuma ser tão frio por aqui nesta época do ano. Os meses mais rigorosos, para quem quer se programar e escapar do frio escandinavo, são janeiro e fevereiro.
A tendência é ficar ainda mais frio já que está sendo esperado um inverno à -la Russia!! Só espero que a temperatura fique mais amena pelo Natal. Ninguém merece fazer mudança com metros de neve la fora e temperaturas não lá muito convidativas para ficar carregando caixas e apetrechos.
Nunca encontrei essa menina mas me sinto confortável com ela. Cada email recebido ou mensagem deixada por ela aqui no blog me deixa feliz. Engraçado que durante esse tempo de “convivência” várias vezes percebemos que tinhamos escrito sobre os mesmos assuntos praticamente ao mesmo tempo.
Mas a borboleta, ou “brobuleta” como costumo chamá-la, está alçando um vôo verde amarelo e parte de volta ao Brasil varonil em nove dias. No final de semana passado ela fez uma festa de despedida junto com a do aniversário do filhote dela. Estava tudo certo para que eu “desvirtualizasse” nossa amizade, mas aos 45 minutos do segundo tempo não deu para ir. Fiquei muito triste, mas sempre pensando que um dia poderemos nos encontrar, seja aqui, na terrinha ou em qualquer lugar do mundo, já que borboletas não têm medo de voar.
Bom, ando bastante saudosa. Não exatamente do Brasil ou dos amigos, mas da minha infância, da minha avó paterna, de coisas que vivi com meus pais e principalmente com minha mãe, da capa de disco de Gilberto Gil “Luar” a qual eu adorava imaginar o que ele estava pensando, das músicas de Elis Regina que minha mãe costumava ouvir, cantar e dançar, dos acampamentos com meus pais….
Me peguei esta semana olhando as fotos da minha infância e vendo o como minha mãe ficou linda grávida de mim, dos olhares apaixonados dos meus pais e de como a história deles era bonita pelas fotos.
Sinto isso também quando leio os posts da “brobuleta” quando ela descreve sua família e quanto a gravidez de Marina está sendo revigorante. Vejo nas minhas fotos que assim como eu, Marina vai “se lembrar” de uma época em que estava no ventre da mãe e já compartilhava das mudanças, sentimentos e sensações vividas por sua mãe.
Fico aqui imaginando como nosso encontro teria sido e quantas horas de papo bobo ou cabeça iriamos “por em dia” ou mesmo como seria dar um abraço apertado na “brobuleta“. Bem, essa sensação que tenho de nos conhecermos há anos reflete a sintonia que tenho com esta “menina desconhecida” pois ela, assim como eu, gosta de expressar muito do que sente em letras de música que a tocam e deixar a sensibilidade ficar a flor da pele.
Por isso queria deixar registrado aqui para ela duas canções, de filha e mãe ou de mãe e filha que expressam o que sinto com sua partida e faz uma ligação com minhas lembranças e sua gravidez. A primeira é cantada pela filha, composta por Milton Nascimento e que eu amo de paixão. Para mim, essa música fala entre outras coisas sobre escolhas. Neste momento, ela descreve para mim a despedida da brobuleta da Suécia ou o encontro da dela com outros ares para bater asas.
Encontros e Despedidas
Composição: M. Nascimento E F. Brant
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação Tem gente que chega pra ficar Tem gente que vai pra nunca mais Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar É a vida
A segunda é cantada pela mãe e composta por Belchior e que fala de mudanças e passado e presente. Nessa música eu vejo um pouco da brobuleta que se não tem medo do novo e que se rejuvenesce a cada recomeço.
Você não sente, não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que há algum tempo era novo, jovem
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer
Nunca mais teu pai falou: “She’s leaving home”
E meteu o pé na estrada “like a Rolling Stone”
Nunca mais você buscou sua menina
Para correr no seu carro, loucura, chiclete e som
Nunca mais você saiu à rua em grupo reunido
O dedo em V, cabelo ao vento
Amor e flor, quede o cartaz? No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais
Você não sente, não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que há algum tempo era novo, jovem
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer
Como Poe, poeta louco americano,
Eu pergunto ao passarinho: “Blackbird, o que se faz?”
“Raven never raven never raven”
Blackbird me responde
Tudo já ficou pra trás
“Raven never raven never raven”
Assum-preto me responde
O passado nunca mais
Você não sente, não vê Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que há algum tempo era novo, jovem
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer
E precisamos rejuvenescer
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Carlbom Foto, tillsammans med Kaffebrus, anordnar en fototävling med temat Sommarproträtt. Jag deltar i tävlingen med den här bilden som tagits under Marinas brollop i maj. En kort omrostning kommer att hållas för att välja de som kommer till final och de tre som får flesta röster kommer att få spännande priser.
Carlbom Foto, juntamente com o site Kaffebrus, está organizando uma competição com o tema Retrato de verão. Estou participando com esta foto tirada durante o casamento de Marina. Um curto período de votação vai acontecer logo após o último dia (18/06, às 20h – horário da Suécia) de onde sairão os finalistas. As três fotos mais votadas ganharão prêmios interessantinhos. Torçam por mim. Espero pelo menos chegar a final. Cruzem os dedos.
Na minha turma virou uma febre. Todos os dias alguém coloca esse vídeo para rolar e as gargalhadas se espalham contagiosamente. Claro que não poderia deixar de passar aqui e mostrar para vocês.
Os meus preferidos do vídeo Skype Laughter Chain estão no minuto 1 e no minuto 2’02″. Divirtam-se e gargalhem bastante.
Só passando para dar um oi e dizer que as coisas estão muito corridas. Provas, exercícios, exame médico além de outras coisitas estão me impossibilitando de escrever no blog com a frequência que gostaria.
Ontem fomos dormir às 22h. Estou acordada desde as 2h30. Tenho um exame de saúde para fazer hoje pela manhã que está me deixando muito nervosa. Além disso, amanhã, tenho uma prova que promete! Cabeça para estudar não tenho nenhuma.
No mais, parece que a primavera está batendo à porta. Dias ensolarados e céu cada vez mais azul para alegria da alma. A neve, que bateu recordes este ano, começa lentamente a derreter, deixando seu rastro de lama e superfícies ridiculamente escorregadias.
A palavra em sueco do dia é halka [rralka], escorregar
Uma hora de sono a mais é sempre em vinda. Principalmente quando se sabe que horas são. Entramos no horário de inverno e nos perdemos nos “tic-tacs” digitais…
O clima esta semana foi péssimo, feíssimo e cinza até dizer chega. Quero ver o azul do céu e se der sorte com um pouquinho de sol. Fico feliz. Não vejo a hora da neve chegar.
Post bagunçado, bem despretencioso, mas bom..é outono, a árvore que fica em frente a nossa varanda (foto abaixo) está lindamente amarela e as ruas estão molhadas da chuva. Estou de pijama, acompanhada de uma enxaqueca chata e comemorando a minha aprovação na primeira das quatro partes do curso desse semestre. Saltitante…
Árvore em frente a nossa varanda. Foto tirada 27/10/2009
A palavra em sueco do dia é blad [blód], folha (s)
Comecei a pensar nesse post ainda no trem de volta para casa. Pena que muita coisa se perdeu na minha mente. Mas o que queria dizer é que a sensação de não fazer parte de um grupo está me incomodando imensamente . Não falo especificamente um grupo de trabalho, mas da turma com a qual estou estudando. E essa sensação é muito chata.
A sensação de não pertencer a algo, ou não ser/estar incluida em, é muito estranha. Acreditem, não é uma relação passiva. Eu me esforço. Mas bom, esforçar não é bem a palavra que eu gostaria de descrever meu comportamento. Esforçar para mim significa fazer força para conseguir algo. Eu não estou fazendo força, estou sendo eu mesma. E talvez seja esse o meu erro. Não sei, mas na minha cabeça tudo anda muito confuso.
Só sei que estou cansada. E triste. Poderia elencar as coisas que me fazem ficar desta forma, mas soaria muito mais como “tadinha, pobrezinha, não tem amigos na escola”. Nunca gostei dessa posição.
Uma coisa é que percebi que cada vez que vou para a faculdade e volto ouvindo músicas queridas tenho mais saudades dos meus amigos (e os olhos enchem de lágrimas). Talvez seja também pelo fato de eu não estar enturmada (o que não exclui a saudade dos amigos quando ouço as músicas!). Mas essa relação de não ter com quem dividir o conhecimento, tirar dúvidas e mesmo discutir me faz pensar em como sinto falta de ser acolhida pelos meus queridos.
A vontade que dá é a de pegar o primeiro avião rumo à Recife só para poder se sentir querida em um grupo que sei que não vai me “julgar” pela minha origem, questionar meu saber por causa dela ou ser vista como uma pessoa que não domina o idioma que o restante está acostumado a ouvir.
Um exemplo da questão do idioma é o caso de um dos nossos professores, que é francês. Ele mora aqui há 10 anos e ainda precisa parar para refletir alguns segundos antes de dar alguma informação mais profunda. Ouvi comentários de algumas figuras da minha sala dizendo que é muito dificil (senão horrivel) assistir uma aula dele pois fala errado e tem um sotaque muito forte. Além disso, ainda ficaram fazendo gracinhas de alguma palavra que ele pronuncia diferente ou que fala errado.
Isso pode parecer bobeira, mas o fato de eu ter outra língua materna que o sueco, falar com sotaque, precisar refletir antes de falar (para que tudo saia correto aos meus ouvidos) e mesmo depois de todo esses esforço ainda falar errado, a crítica ao professor mexeu comigo. Até porque, gosto dele.
Tento não me importar, mas é difícil deixar esse sentimento passar desapercebido. Fico e estou triste, é fato.
Mas…dia 19 começaremos um primeiro grande trabalho em grupo. Se eu não em engano, será um projeto onde iremos criar um perfil gráfico para alguma empresa/produto/cliente fictíci@. Será uma oportunidade de ou tirar essa má impressão criada/causada nesses quase dois primeiros meses de aula ou de confirmar tudo. Vamos ver no que dá.
A palavra em sueco do dia é utanförskap, [utanfórshkóp], “despertencimento”, não pertencer a algo
Vi esse vídeo no blog de Mercia e como achei muito lindo, resolvi postar por aqui. Assim dá para se ter uma outra idéia do que pode ser o frevo, além de sombrinhas e roupas coloridas.