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maio 28th, 2008 | Author:

Vocês lembram da nossa viagem de Páscoa? Há um tempinho escrevi aqui a primeira parte da nossa aventura e já estava mais do que na hora da continuação, não é mesmo? Daqui a pouco chega o verão, novas viagens e aventuras no calendário e nada das histórias da páscoa pelas terras francesas. Apertem os cintos que agora vai…

Saumur – França

Nossa descida rumo a Saumur foi super tranquila e o sol resolveu dar o ar da graça, isto porque Reims não é uma cidade que podemos chamar de ensolarada, na verdade é bastante acinzentada durante boa parte do ano (quando o sol aparece, sim, é lindo – e quente).

Levamos cerca de seis horas porque decidimos fugir das auto-estradas e pegar um caminho bem fofo pelos campos. A velocidade nessas pequenas vias fica em torno de 90 km/h (chegando em pequenos trechos a 110km/h), nada comparado com as autoroutes pagas do país. Muitas dessas estradas estavam sendo reformadas, por isso pegamos trechos bem lentos.

Num determinado momento, decidimos pegar uma outra estrada que nos levou às bordas do Loire (La Loire, em francês), o mais longo rio da França. A região para a qual fomos, chamada de Pays de la Loire (Países do Loire), possui um grande número de castelos e se destaca pelo charme das cidades que beiram o rio assim como pelos vinhedos e paisagens.

Les Troglodytes!

Antes da nossa chegada a Saumur nos deparamos com várias casas estranhas. Na verdade, eram grotas, sim, estamos em 2008 e ainda existem pessoas que moram em grotas. :D O charme das grotas é que são completamente adaptadas. Vimos inclusive varias delas ainda em construção. E ao conversar com amigos no nosso destino sobre as casas nas grotas, descobrimos que são conhecidas como Les Maisons Troglodytes.

Na região, é possivel não só visitar algumas casas trogloditas como inclusive comer em restaurantes de mesmo tema. Infelizmente não podemos visitar nenhum dos dois, pois como disse, fomos numa época em que esses sítios turísticos estão fechados.

Castelos

Chateau de Saumur IMGP8513

Esta é a vista da cidade de Saumur do outro lado do Loire. Encantadora! Esse castelo que vocês estão vendo nas fotos (Le château de Saumur) está em reforma e não é possivel visitá-lo. No entanto, fizemos uma longa e gostosa caminhada para chegar ao seu cume para ver o castelo e seus arredores de perto.

IMGP8563 IMGP8536

Romântico, não?

Para não dizer que a viagem à Saumur foi em vão, passeamos bastante pela região e encontramos inclusive um castelo aberto para visitas. O Château de Brezé, construido entre os séculos XI e XIX, é conhecido por possuir um castelo sobre outro castelo. Explico.

Além do castelo visivel, existe uma imensa construção subterrânea que te leva a um mundo completamente diferente. Lá encontramos uma incrivel vila troglodita subterrâna com direito a padaria, pressoir (local para esmagar as uvas) e les foudres (onde o suco da uva é guardado e fermentado com a finalidade de tranformá-lo em vinho). Muitas partes do subterrâneo ainda não foram exploradas, por isso em alguns lugares existiam placas proibindo a passagem.

Chateau de Brézé IMGP8587

Levamos mais de uma hora para percorrer todo o trajeto. Olhando a foto acima, não dá para imaginar que ao redor do castelo existe o mais profundo fosso (seco) da Europa. Dezoito (18) metros de produndidade cavados pelas mãos dos trabalhadores desde 1448. Pedras que foram tiradas deste fosso, serviram para construir o castelo que vemos na superfície. Incrível, não?

IMGP8588 Fosso do chateau de Brezé

IMGP8591 Fosso do chateau de Brezé (ponte no detalhe)

Ao sair do castelo de Brazé fizemos um passeio nas pequenas vilas ao redor de Saumur. Encontramos um outro castelo também fechado para visitas, mas com uma bela vista para o Loire: O Château de La Dame de Montsoreau.

Chateau de La Dame de Montsoreau. Chateau de La Dame de Montsoreau.

Nossa volta para casa deixarei para um próximo post…Este ja está enorme! ;)

  • A palavra em sueco do dia é slott [slót], castelo
abril 16th, 2008 | Author:

Consegui fazer o mundo parar de rodar um minuto para poder descer aqui no blog e finalmente contar sobre nossa viagem de páscoa. Algumas memórias já estavam sendo apagadas. Para não correr o risco de esquecer tudo, voilà, aqui estou eu.

O primeiro dia de viagem foi super cansativo. Começamos a descida às 6h e dirigimos por quase 15 horas. Coisa de doido! Nosso (segundo) café da manha aconteceu às 9h numa dessas paradas de estrada (nas redondezas de Ödeshög) mas ao contrário do que muitos possam imaginar o lugar era super bonito.

O in?cio da viagem!!Vättern

O lago que vocês podem ver na foto chama-se Vättern (segundo maior da Suécia e quinto da Europa). Juro que me senti na Côte-D’Azur passando com o carro pela estrada e admirando sua água límpida e brilhante.

Passamos super rápido em Malmö, paramos apenas para almoçar, e seguimos rumo à Dinamarca. A viagem até Malmö durou mais de seis horas. Quem me conhece sabe, meus rins trabalham muito bem e a necessidade de parar era constante, o que fez nosso primeiro dia de viagem se tornar uma eternidade. :?

Suécia-Dinamarca

É possível ir à Dinamarca a partir da Suécia de carro ou de trem (atravessando a ponte chamada Öresundsbron). Foi a minha maior experiência. Eu havia visto um documentário sobre a construção desta ponte (e do túnel “subaquático”) que liga os dois países e tinha muita vontade de vê-la de perto. A ponte tem quase oito quilômetros de extensão sem contar com os quatro quilômetros e cinquenta e cinco metros do túnel. (clique aqui para ver o desenho da ponte e do túnel)

Ponte entre a Dinamarca e a Suécia (Öresundsbron) Ponte na Dinamarca

Olha a prova! Turbinas eólicas no mar

A experiência é indescritível. As quatro fotos acima foram tiradas no trajeto da volta. De cima da ponte foi possível ver as turbinas eólicas instaladas no meio do mar e sentir que podemos produzir energia limpa. Não entendo argumentos contra as turbinas. Sujar paisagem?? Que nada!! Foi lindo. Quanto ao túnel, bem, sentir que você está entrando de carro nas profundezas marítimas foi emocionante, mas confesso que fiquei contente quando saí dele. Ah, mas nada é de graça. Atravessar a belezura custa 325 kr (cerca de R$ 93,00). Doi no bolso só em pensar…

Não paramos em Copenhague, apesar de termos passado perto. Estávamos pensando apenas no nosso destino final, não, minto, neste momento pensávamos era no intermediário mesmo, Bremen. A passagem pela Dinamarca foi bastante rápida.

Paramos apenas em um posto de gasolina para um café e sentimos no bolso o peso e a força da coroa dinamarquesa (um pouco mais valiosa que a sueca) e dos preços salgados. Pagamos 29 coroas dinamarquesas (37 coroas suecas, cerca de R$10,00) por um café e um pão de chocolate (claro que para meu viking) o que na Suécia custaria 18 coroas suecas (cerca 14 coroas dinamarquesas).

Alemanha

Já Alemanha é uma experiência a parte. Dirigir nas auto estradas alemãs é um sonho. As pistas são bem cuidadas, não existe pedágio (na Suécia e na Dinamarca também não) e a velocidade máxima recomendada é de 130 km/h. Vejam bem, disse recomendada. Excetuando a região de Bremen que recentemente delimitou em 120 km/h a velocidade em seu perímetro, pode-se dirigir em qualquer limite nas estradas alemãs.


Alemanha

Por outro lado, vi muita poluição (devido às usinas de energia – foto) e bastante tráfego. Outra coisa chata é que todos os banheiros pelos quais passei são pagos. Fiquei bem indignada em pagar 0,50€ apenas para visitar a casinha do monsieur bocão.

Ficamos numa pousada muito simpática e agradável. Ela se chama Blaue Villa mas reservamos através de outro site. Como reservamos muito em cima da hora (na véspera da viagem) pagamos 59€ a diária com direito a café da manhã (coisa rara na Alemanha e França, já que os preços do café da manhã podem variar de 7€ a 19€). Aconselho reservar hotéis e ou pousadas com bastante tempo de antecedência

Bélgica

Bom, pelo menos na Alemanha existe banheiro. Na Bélgica não encontramos um sequer. Pelo menos nas estradas que passamos. Covardia dos deuses! Mas a Bélgica sempre guarda surpresas. Esperem pela volta…

França

A viagem Bremem-Reims durou 7 horas. Chegamos bem mas um pouco cansados. Fomos correndo ver meu irmão e minha princesa, que estavam aproveitando o Printemps du Cinema (três dias com entradas pela metade do preço, ou seja, um adulto 3,50€) para dar aquela conferida num filme…francês, claro. O filme havia terminado quando chegamos mas a paradinha para um café foi inadiável. Eu estava morrendo de saudades do cafezinho francês.


Meus amores...

Nossa passagem por Reims foi deliciosa. Encontramos amigos e passamos momentos agradabilíssimos com todos. Dois dias passaram voando. Na terça pela manhã começamos nossa descida rumo à Saumur. Mas daqui para frente contarei num outro post. Aguardem as próximas cenas…

Uma novidade: a partir de hoje, ao clicar na palavra entre colchetes, será possível escutar a pronúncia das palavras ao final de cada post. O link não é de minha autoria. O mp3 é do site Lexin. Espero que não me dê problemas. (será que alguém sabe algo sobre isso?)

  • A palavra em sueco do dia é motorväg [motorvég], auto-estrada
março 26th, 2008 | Author:

Não, não é bem isso que o título quer dizer. É só uma referência musical para dizer que chegamos em casa. Meus conterrâneos vão entender! ;)

Bom, chegamos domingo a noite beeeeeem cansados e ainda estou colocando as coisas em ordem, lendamente, diga-se de passagem. Muitos trabalhos da universidade para fazer, exercícios de inglês, provas e provas e o serviço doméstico de cada dia (se bem que o meu viking ajuda, mas…).

Tenho muito o que contar, mas volto aqui quando as coisas se acalmarem (em breve, assim espero). Só adianto uma coisa. Essa viagem de carro me rendeu dois quilos extras!! :( Dirigir, parar para comer e sentar não é uma boa combinação! :D blogshow.jpg

Sim…. Não posso esquecer. Tanta coisa acontecendo que nem deu tempo de agradecer a “Ermã” Laura pelo prêmio Esse Blog é Show de Bola. Uma desfeita gigantesca, já que o post dela foi publicado final de fevereiro.

Queria agradecer também a todos que passaram por aqui e desejaram boa viagem. Tenho certeza que todos os vossos desejos foram atendidos. ;)

  • A palavra em sueco do dia é återkomma [ôterkoma], regressar
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