A Suécia e a questão do aborto

Duas notícias sacudiram o país  semana passada. A primeira foi a de que uma mulher em Eskilstuna decidiu abortar, pela segunda vez, após o exame de ultrasonografia mostrar que o bebê seria uma menina. A segunda é a revelação, pelo conselho Noruegues para assuntos de ética na saúde, de que é bastante comum que norueguesas venham a Suécia abortar após saber o sexo do bebê.

Na Suécia, é possível saber o sexo após a 11°. semana de gestação e abortar sem necessidade de justificativa até a 18°. semana. Nos outros países Nórdicos, a semana em que é possível saber o sexo coincide com a última a poder fazer o aborto: 12°. semana.

No momento a discussão está em torno de proibir ou não a revelação do sexo do bebê. A parlamentar Birgitta Ohlsson fez uma declaração bastante pertinente sobre o caso, com a qual eu concordo plenamente:

Não é o direito ao aborto que deve ser atacado, mas sim o fato de que mulheres e meninas ainda são consideradas pessoas de menos valor em várias culturas.

Ela complementa:

Podemos discutir o assunto generosamente e perguntar: é realmente necessário que uma família saiba o sexo da criança?

A lei do Aborto-livre

A lei do aborto livre está em vigor na Suécia desde 1975. Nela está escrito que a mulher tem o direito em qualquer situação de decidir se quer interromper a gravidez até a 18°. semana, sem que seja necessária a revelação do motivo, sob condição de que a mulher seja cidadã sueca ou tenha residência fixa no país

Em 1° de janeiro de 2008, a exigência de que a mulher tenha alguma ligação com a Suécia foi abolida, abrindo precedente para que mulheres de outros países possam vir a Suécia para abortar.

Após a 18° semana, o aborto é autorizado através de solicitação ao Departamento de saúde e bem estar-social apenas se o feto possui algum problema, se a mulher tem alguma doença ou em casos raros por dificeis problemas sociais.

No mapa abaixo, é possível ver (em azul) os países onde o aborto é legal. Clique para ampliar e ver as legendas.

Números na Suécia e no mundo

Ao ler as matérias sobre os casos, decidi ir atras de números sobre o aborto na Suécia e no mundo. Aliás, já havia começado a escrever esse post em 2007 quando a discussão sobre o aborto no Brasil estava fervendo. Agora que o assunto voltou a pauta do dia, é bom ter uma visão mais ampla do que acontece.

Segundo a Direção Nacional de Saúde e Bem-Estar Social (Socialstyrelse), durante os primeiros seis meses de 2008 foram realizadas 18 981 interrupções de gravidez, 374 a mais que no ano anterior. No entanto, as estatísticas mostram que houve uma redução significativa de abortos entre jovens.

A Enciclopédia Nacional sueca diz que anualmente ocorrem 50 milhões de abortos no mundo, sendo 20 milhões ilegais.

Na Suécia, o direito ao aborto é tratado como uma questão de direito humano e não como problema de saúde pública. É um direito fundamental para as mulheres terem a possibilidade de decidir sobre a própria vida. O que contribui para um estado democrático.

No Brasil, muitas mulheres morrem por se submeterem a procedimentos cirurgicos duvidosos por falta de informação e dinheiro, já que o aborto é ilegal. Enquanto isso, mulheres que têm uma condição finaceira favorável, pode escolher entre clínicas, médicos ou até países que, de modo seguro, podem realizar o aborto.

A presidente da ONG Confederação Nacional para informações sexuais (RFSU), Lena Lennerhed, em uma entrevista sobre o lançamento do livro Histórias sobre um crime – abortos ilegais na Suécia no século XX, resumiu o que penso sobre essa questão.

[…] São as mulheres mais pobres que morrem com frequencia pois a questão do aborto é uma questão de classe mesmo nos dias atuais. Mulheres com dinheiro podem facilmente pagar por abortos ilegais, mais seguros, com médicos ou mesmo viajar para outro país onde o aborto é permitido.

Segundo a pesquisa Magnitude do Aborto no Brasil – Aspectos Epidemológicos e Sócio-Culturais, realizada pelo IPAS Brasil em 2005, mais de 1 milhão de mulheres interrompem a gravidez de forma insegura (e ilegal) no país. Mulheres negras,das regiões Nordeste e Centro-Oeste, por possuirem uma situação econômica desfavorável, são as que mais correm risco de morte.

Além disso, ainda tem a questão da Igreja, que ao meu ver, não deveria  influenciar políticos nas decisões legislativas, já que o Brasil é um país laico. Vide discussões acaloradas sobre a excomunhão da mãe garota abusada pelo padrasto em Pernambuco, grávida de gêmeos, e da equipe médica que realizou o aborto (legal), além, claro, da  tentativa da Igreja Católica de impedir o procedimento.

Para quem quiser saber mais sobre como interrupções de gravidez são feitas na Suécia, consulte a página do guia de saúde. Além dos textos explicativos, é possivel ver um vídeo de como o aborto é realizado e os métodos utilizados. (em sueco).

Indico vívidamente o blog Viva Mulher, da minha querida amiga e jornalista Maíra Kubik Mano. Lá, ela discute sobre a situação da mulher em vários âmbitos da sociedade: econômico, cultural e político. Muito legal para quem quiser saber mais sobre a situação da mulher no Brasil e no mundo.

Deixo aqui um trecho do documentário Fim do Silêncio, de Thereza Jessouroun, onde mulheres falam direta e abertamente sobre como e o porque de terem feito o aborto. Encontrei lá, no Viva Mulher!

 

Fim do Silêncio, de Thereza Jessouroun

 

Update: Fernanda aí embaixo nos comentários me escreveu pedindo para divulgar que a Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR), ONG que luta pela eliminação de todas as formas de discriminação contra mulher, está pedindo apoio à sociedade civil em prol da garota pernambucana de 9 anos e do CISAM (Centro Integrado de Saúde Amaury Medeiros). Basta entrar no site do CCR e assinar a petição de apoio. Eu já assinei. E você?

  • A palavra em sueco do dia é abort, [abórtch], aborto
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Tjugondedag Knut

Hoje é o dia de jogar a árvore de Natal fora na Suécia e de comer os doces que nela estavam. A data é conhecida como tjugondedag Knut, ou  o vigésimo dia depois do Natal. Enquanto que em muitos países a celebração do Natal termina no dia de Reis, com o desmonte da árvore simbolizando o final dos festejos, na Suécia, Finlância e parte da Noruega a festa dura mais uma semana (pelo menos, é o que reza a tradição!).

Segundo o livro Tradition och Liv, existem várias explicações para que a celebração seja prolongada em mais uma semana. Alguns acreditam que no tempo dos vikings o grande dia de sacrifícios (vinterblot) caía no dia 13 de janeiro e que a igreja prolongou em mais uma semana as comemorações para concorrer com esta festa viking. (já vimos isso em outra tradição sueca!)

Uma outra explicação é que em um tempo remoto também na Suécia, Finlândia e Noruega o Natal tinha seu fim no dia de reis (trettondedagen). No século XV, portanto, aconteceu algo que pode explicar esta semana extra.

Foto: Fredrik Tersmeden (Lund, 2002)

Como a rima Knut kör julen ut (algo como, Knut diz adeus ao Natal) estava profundamente cravada no espírito do povo, assim como o final do Natal, repentinamente esta semana extra de festejos surgiu.

Mas afinal, quem foi Knut?

O dia do nome Knut nasceu através do duque Knut Lavard, sobrinho de Knut, o grande, da Dinamarca. Knut Lavard  estava na linha de sucessão do trono após a morte do seu pai, o rei Erik Ejegod. Knut não desejava o coroa, mas seu primo Magnus, sim. Magnus, então, resolveu matar Knut. 

Um dia, em 1130, Magnus convida Knut para uma festa, na intenção de celebrar a paz entre eles. A festa, muito fina e cheia de pompa, não conseguiu levantar suspeitas do que estava por vir. Quando a festa terminou, no final de semana que as festas natalinas terminavam, Magnus convida Knut para ir a floresta.

Knut não estava armado, o que fez Magnus aproveitar a situação para matá-lo. O país explodiu em ódio, pois Knut era muito querido. Magnus e seu pai foram mortos e o trono dinamarquês foi para Valdemar, filho de Knut, que mais tarde fora conhecido como Valdemar, o grande.

Knut morreu dia 7 de janeiro de 1131 e por isso a data foi batizada como o dia do nome Knut.

  • A palavra em sueco do dia é  julgran , [iulgrãn] árvore de natal

As línguas Nórdicas

Desde agosto do ano passado, estudo Svenska som främmande språk (sueco como língua estrangeira) na Universidade de Estocolmo. Apesar do curso ser na uni, o nível é ginasial. Agora estou no nivel 3 (apesar de não existir nivel 1 😛 ) que este semestre mudou de nome. Agora ele se chama Behörighetsgivande kurs i svenska (Curso que te dá qualificações em sueco para cursar uma universidade).

O curso faz parte da Instituição para línguas Nórdicas (Institutionen för Nordiska Språk) que oferece cursos, além do sueco, de dinamarquês, noruguês, holandês, islandês, sueco antigo, gótico etc.

Hoje tivemos um seminário bastante interessante no qual as duas professoras dividiram as 3 horas de aulas em 2 momentos: Norueguês e Dinamarquês. Eu adorei!

A primeira professora, norueguesa, foi bastante simpática, comunicativa e capaz de prender nossa atenção. Ela falou em norueguês a aula inteira. Sim, inteirinha!!! Lembrei imediatamente da aula de Mércia. O tema da aula foi as duas variações de norueguês. Sim, esta eu não sabia. Na Noruega existe duas línguas, não como na Bélgica ou Canadá que tem o inglês e frances como línguas oficiais, mas norueguês e norueguês. 😕

Explico: segundo a professora, na Noruega existe duas variantes de norueguês: Nynorsk (novo norueguês) e o Bokmål (dano-norueguês). Para poder entender melhor, precisamos voltar um pouco no tempo.

A Noruega e a Dinamarca faziam parte de uma união estabelecida entre esses dois países a partir de 1450. No entanto a Noruega só deixou de ser um reino independente em 1536. Na aula, a professora explicou que com o domínio dinamarquês, a língua norueguesa escrita desapareceu, sendo substituída pelo dinamarquês.

Quando a união, na qual a Suécia anos depois veio fazer parte, finalmente acabou, 1813, a Suécia “levou para casa” a Noruega como prêmio de guerra. A dissolução da união Noruega-Suécia aconteceu pacificamente em 1905.

Mas foi ao final da primeira união (Noruega-Dinamarca) que os “problemas” linguísticos começaram.

O objetivo de se construir a língua escrita era claro, mas país entrou num dilema:

  1. Continuar escrever dinamarquês;
  2. “Noruguêsar” o dinamarquês
  3. Construir uma nova língua escrita com bases na língua oral.

Uma corrente liderada pelo linguista Ivar Aasen (o qual compilou vários dialetos e compôs o Nynorsk) defendia o radical abandono do dinamarquês e a rápida composição de uma língua norueguesa. A ligação entre a idéia de nação e língua para a formação de uma identidade nacional era bastante forte.

Do outro lado da corrente estava o linguísta, Knud Knudsen, o qual pregava a prudência e a construção da nova língua escrita atraves da língua falada. O Bokmål é o que poderíamos dizer da junção do norueguês falado com alguns traços de herança dinamarquesa na escrita.

Vocês devem estar se perguntando, sim, mas e no que deu o resultado?

Bom, a professora nos mostrou um mapa da Noruega onde em 1945 apenas 15% da população falava Nynorsk e 85% o Bokmål (mapa de 2007, para ele só as cores correspondem).

Hoje, o Bokmål é a língua dominante, apesar do forte lobby do Nynorsk (hoje minoria, mas em forte crescimento), e é usado nas escolas e repartições públicas.

Muitos devem estar pensando qual a vantagem em ter duas linguas que, em vez de facilitar, complicam a situação. Bom, primeiramente é uma idéia bastante excitante, do ponto de vista acadêmico e social. Acadêmico pois a língua está em constante evolução, entre outros. Social pelo fato de todos terem espaço na sociedade para se expressar através de sua língua nativa (vejam o caso do Paraguai – com o espanhol e guarani).

Lógico que tem inúmeros pontos negativos, entre eles o de aprender a língua. 😉

Achei interessantíssima a aula. Ahh, detalhe, conseguimos enterder tuuuudo!!

Bom, o segundo tempo começa com a professora dinamarquesa (uma figura!!). No entanto, a aula foi menos interessante que a anterior.

Ela falou de varias coisitas curiosas e depois nos mostrou quais as maiores diferenças entre o sueco e o dinamarquês, na escrita (pois no oral é praticamente impossível entender).

Uma curiosidade: A bandeira dinamarquesa é um símbolo de alegria, muito mais do que de nação. A bandeira é usada em festas, nascimentos e é sempre relacionada a algo festivo.

Ela lembrou dos últimos acontecimentos que envolveram a queima da bandeira dinamarquesa em vários países em demonstração de ódio contraas caricaturas de Maomé. Ela lembrou que em vez de raiva, seus conterrâneos sentiram uma tristeza profunda ao vê-la queimando.

O mais engraçado foi na hora em que ao começar o seminário alguém perguntou em que língua ela falaria (já que ninguém entende dinamarquês). Ela disse que falaria em “escandinavo” (ou seja, sueco) pois os suecos consideram sua língua como a principal. No entanto, ela rebateu com o seguinte dito:

O sueco (a língua) é o dinamarques falado de forma mais clara.

Entretanto, os suecos costumam dizer:

O dinamarquês (a língua) é o sueco falado quando se tem papa na boca

Em resumo, duas coisas saímos falando da sala:

1. Estudando sueco, ganhamos mais duas línguas no pacote (Norueguês e Dinamarquês), já que, apesar de díficil de falar e entender, de acordo com a segunda professora, em 3 semanas é possivel um falante da língua sueca entender e começar a balbuciar dinamarquês.

2. O sueco é definitivamente mais fácil de aprender que o norueguês e o dinamarquês!!

  • A palavra em sueco do dia é granne (ar) [granne], vizinho (s)

Relatos de uma viagem…

Consegui fazer o mundo parar de rodar um minuto para poder descer aqui no blog e finalmente contar sobre nossa viagem de páscoa. Algumas memórias já estavam sendo apagadas. Para não correr o risco de esquecer tudo, voilà, aqui estou eu.

O primeiro dia de viagem foi super cansativo. Começamos a descida às 6h e dirigimos por quase 15 horas. Coisa de doido! Nosso (segundo) café da manha aconteceu às 9h numa dessas paradas de estrada (nas redondezas de Ödeshög) mas ao contrário do que muitos possam imaginar o lugar era super bonito.

O in?cio da viagem!!Vättern

O lago que vocês podem ver na foto chama-se Vättern (segundo maior da Suécia e quinto da Europa). Juro que me senti na Côte-D’Azur passando com o carro pela estrada e admirando sua água límpida e brilhante.

Passamos super rápido em Malmö, paramos apenas para almoçar, e seguimos rumo à Dinamarca. A viagem até Malmö durou mais de seis horas. Quem me conhece sabe, meus rins trabalham muito bem e a necessidade de parar era constante, o que fez nosso primeiro dia de viagem se tornar uma eternidade. 😕

Suécia-Dinamarca

É possível ir à Dinamarca a partir da Suécia de carro ou de trem (atravessando a ponte chamada Öresundsbron). Foi a minha maior experiência. Eu havia visto um documentário sobre a construção desta ponte (e do túnel “subaquático”) que liga os dois países e tinha muita vontade de vê-la de perto. A ponte tem quase oito quilômetros de extensão sem contar com os quatro quilômetros e cinquenta e cinco metros do túnel. (clique aqui para ver o desenho da ponte e do túnel)

Ponte entre a Dinamarca e a Suécia (Öresundsbron) Ponte na Dinamarca

Olha a prova! Turbinas eólicas no mar

A experiência é indescritível. As quatro fotos acima foram tiradas no trajeto da volta. De cima da ponte foi possível ver as turbinas eólicas instaladas no meio do mar e sentir que podemos produzir energia limpa. Não entendo argumentos contra as turbinas. Sujar paisagem?? Que nada!! Foi lindo. Quanto ao túnel, bem, sentir que você está entrando de carro nas profundezas marítimas foi emocionante, mas confesso que fiquei contente quando saí dele. Ah, mas nada é de graça. Atravessar a belezura custa 325 kr (cerca de R$ 93,00). Doi no bolso só em pensar…

Não paramos em Copenhague, apesar de termos passado perto. Estávamos pensando apenas no nosso destino final, não, minto, neste momento pensávamos era no intermediário mesmo, Bremen. A passagem pela Dinamarca foi bastante rápida.

Paramos apenas em um posto de gasolina para um café e sentimos no bolso o peso e a força da coroa dinamarquesa (um pouco mais valiosa que a sueca) e dos preços salgados. Pagamos 29 coroas dinamarquesas (37 coroas suecas, cerca de R$10,00) por um café e um pão de chocolate (claro que para meu viking) o que na Suécia custaria 18 coroas suecas (cerca 14 coroas dinamarquesas).

Alemanha

Já Alemanha é uma experiência a parte. Dirigir nas auto estradas alemãs é um sonho. As pistas são bem cuidadas, não existe pedágio (na Suécia e na Dinamarca também não) e a velocidade máxima recomendada é de 130 km/h. Vejam bem, disse recomendada. Excetuando a região de Bremen que recentemente delimitou em 120 km/h a velocidade em seu perímetro, pode-se dirigir em qualquer limite nas estradas alemãs.


Alemanha

Por outro lado, vi muita poluição (devido às usinas de energia – foto) e bastante tráfego. Outra coisa chata é que todos os banheiros pelos quais passei são pagos. Fiquei bem indignada em pagar 0,50€ apenas para visitar a casinha do monsieur bocão.

Ficamos numa pousada muito simpática e agradável. Ela se chama Blaue Villa mas reservamos através de outro site. Como reservamos muito em cima da hora (na véspera da viagem) pagamos 59€ a diária com direito a café da manhã (coisa rara na Alemanha e França, já que os preços do café da manhã podem variar de 7€ a 19€). Aconselho reservar hotéis e ou pousadas com bastante tempo de antecedência

Bélgica

Bom, pelo menos na Alemanha existe banheiro. Na Bélgica não encontramos um sequer. Pelo menos nas estradas que passamos. Covardia dos deuses! Mas a Bélgica sempre guarda surpresas. Esperem pela volta…

França

A viagem Bremem-Reims durou 7 horas. Chegamos bem mas um pouco cansados. Fomos correndo ver meu irmão e minha princesa, que estavam aproveitando o Printemps du Cinema (três dias com entradas pela metade do preço, ou seja, um adulto 3,50€) para dar aquela conferida num filme…francês, claro. O filme havia terminado quando chegamos mas a paradinha para um café foi inadiável. Eu estava morrendo de saudades do cafezinho francês.


Meus amores...

Nossa passagem por Reims foi deliciosa. Encontramos amigos e passamos momentos agradabilíssimos com todos. Dois dias passaram voando. Na terça pela manhã começamos nossa descida rumo à Saumur. Mas daqui para frente contarei num outro post. Aguardem as próximas cenas…

Uma novidade: a partir de hoje, ao clicar na palavra entre colchetes, será possível escutar a pronúncia das palavras ao final de cada post. O link não é de minha autoria. O mp3 é do site Lexin. Espero que não me dê problemas. (será que alguém sabe algo sobre isso?)

  • A palavra em sueco do dia é motorväg [motorvég], auto-estrada