Round trip pela Europa – parte 2

E a viagem continua…

Ystad – Swinoujscie

Duração: cerca de 7 horas

Antes de decidirmos ir por Ystad, analisamos se não seria melhor sair de Nynäshamn, próximo a Estocolmo, e aportar em Gdansky. A demora da decisão nos fez perder a promoção o que automaticamente nos fez desistir desta opção, pois o preço regular é bastante salgado. Saiu mais em conta dirigir até o sul da Suécia. Para quem vai sem carro, a opção Nynäshamn-Gdansky é bem boa.

O navio – Não tinha muito o que fazer. Na verdade anunciaram duas sessões de um filme que estaria passando no cinema. Fomos dar uma conferida e vimos que se tratava de um desenho animado dublado em polonês. 😕 Poderia ter sido até divertido se a sala não estivesse abarrotada de gente. Demos uma volta para ver se tinha algo interessante, mas estávamos tão cansados que decidimos relaxar.

A cabine – Duas camas, uma salinha com mesa, duas poltronas e um pequeno sofa, frigobar, TV, guarda roupa, cofre e um banheiro capaz de comportar dois seres humanos adultos! 😛

A TV é uma piada a parte. Os canais, todos em polonês. Algum filme passando?? Ahh legal, vamos ver, eu estou ouvindo o inglês, dá para acompanhar… Não se anime muito. Uma única pessoa dubla todos (eu disse todos) os personagens do filme. Mesmo se entendesse polonês seria dificil acompanhar uma discussao num filme onde apenas uma pessoa dubla. Hilário…assistimos um pouco só para distrair, depois só acordamos no destino.

Swinoujscie

Não dá para falar muito da cidade pois não ficamos muito tempo por lá. Segundo meu viking, a cidade é frequentada por muitos turistas que alí chegam para tratamento (ou apenas descanso) em SPAs. Chegamos às 20h fizemos o check-in e fomos procurar um lugar para jantar.

Ficamos perto da praia e por isso uma movimentação grande. Muita gente se acumulava na praça que havia música, apresentações de rua, restaurantes cheios, muitos suecos e muitos churrasquinhos sendo vendidos. Nos aproximamos de um na esperança de achar algo para comer. Decepção! Não tive coragem de comer os pedaços de porco que ali “pegavam um bronze”. Pé, língua e outras partes que ate agora não sei o que eram.

Não quisemos arriscar e fomos procurar uma pizzaria. Na cidade, só encontramos a recepcionista do hotel que falava um inglês razoável e uma garota da pizzaria (não a garçonete, acho que ela lavava pratos, já que veio nos atender bastante molhada).

Não nos sentimos bem acolhidos na cidade, isso é a verdade. Mas não desanimamos!

O hotel no qual dormimos foi bem legalzinho. O quarto bem arrumado e a cama aconchegante. O café da manha, apesar bem servido (no sentido de quantidade), não nos agradou muito. Além disso, o hotel estava em reforma. Uma pena! :(

Costumamos fazer nossas reservas pelo booking.com e sempre temos saído dos locais satisfeitos. Vide nossa passagem por Bremen, na semana santa.

No outro dia de manha, saímos cedo para dar uma volta rápida pela cidade antes de irmos para Berlim. A cidade está a pleno vapor de novas construções e o aparecimento de novas áreas muda bastante o visual do local. Gostei de umas ruas bem fofas (aliás, só dirigimos em ruas com paralelepípedos em Swinoujscie!) perto da fronteira com a Alemanha (você só se dá conta que passou de um país para o outro quando vê a placa estrelada da UE) bem arborizadas e com alguns vendedores nas calçadas que apresentavam seu melhor produto: legumes da época.

Um adendo: Apesar de o país ter entrado na União Européia em 2004, a moeda utilizada ainda é o “zloti” (PLN) que equivale no câmbio de hoje:

1 PLN = 0,31€ =R$0,74 =2,87 SEK

  • A palavra em sueco do dia é valuta [valuta], câmbio, moeda (do país)

Como estudar na Suécia?

Muita gente me escreve perguntando os passos que devem seguir para vir estudar na Suécia, seja para estudar sueco ou fazer mestrado. Vou tentar reunir o máximo de informações possíveis neste post para que ele sirva de referência quando alguém cair por aqui.

No entanto, podem existir excessões que fogem ao meu conhecimento. Por este e outros motivos, aconselho a todos clicar nos links deste post ou mesmo entrar em contato direto com os órgãos correspondentes. Aviso antecipadamente: o post é longo. Vamos lá…

Diferentemente de outros países da Europa, a Suécia não é um país onde pode-se encontrar cursinhos de línguas espalhados em cada esquina. Existem algumas instituições que oferecem cursos de verão pagos, no entanto, o estudo da lingua sueca não garante visto de estudante.

Lembro também que as regras para quem tem passaporte europeu ou é cidadão nordico são diferentes.

Algumas escolas que oferecem cursos pagos:

Folkuniversitetet

Studiefrämjandet

Medborgarskolan (informação apenas em sueco)

A única possibilidade de se adquirir um visto de estudante para a Suécia é ter sido aceito em uma das universidades do país. Em alguns casos, os estudantes têm direito a cursos de sueco oferecidos pela própria universidade.

Informações de como obter visto de estudante ou outro tipo de visto acessar a página da imigração sueca (em inglês).

Algumas universidades do país possuem cursos de sueco para estrangeiros. Os prazos de inscrição e suas respectivas regras são os mesmos para a inscrição em qualquer curso universitario. O site studera.nu (em inglês) informa quais os procedimentos para se inscrever nos cursos das universidades suecas assim como as datas para as inscrições e envio de documentos.

Curso em tempo completo

Linköping University oferece College Course in Swedish

Umeå University oferece Foundation Course in Swedish

Mälardalen University oferece o Scandinavian Studies Programme

Göteborg University oferece o curso para iniciantes: parte um e parte dois

Informações retiradas do site Study in Sweden. Sobre cursos em tempo parcial e cursos avancados também podem ser encontrados no site acima.

CURSOS GRATUITOS DE SUECO NA SUÉCIA

SFI – Svenska för Invandrare (sueco para imigrantes)

Quem imigra (seja por que vem morar com marido, namorado (a), família, assim como quem vem como asilado ou a trabalho) tem direito a estudar sueco gratuitamente nas escolas para adultos (komvux) em todo o país. Para isso, é necessário além do visto colado no passaporte, estar registrado no Skatteverket (Receita Federal) e receber o personnummer (o número pessoal – o seguro social sueco).

Com isso na mão, é hora de ir na escola, se informar quando o curso começa e se inscrever (gratuitamente). Em algumas escolas, um teste de nível é feito para avaliar o grau de conhecimento na língua e assim poder separar corretamente os alunos por nível.

Repito, isto não acontece em todas as escolas do país, portanto, não tomem esta premissa como verdadeira na escola que você for estudar. Existem casos de pessoas que foram colocadas em salas com gente que nem havia estudado em seu país de origem. Talvez por falta de estrutura na escola ou por falta de estudantes para compor uma classe. Não estou aqui para julgar. Particularmente, tive uma ótima experiência no SFI.

Existem vários níveis de SFI que vão do A ao D, sendo A o mais baixo e o D o mais alto.

O tempo que cada um passa no SFI é bastante relativo. Isto depende de vários fatores, os quais incluem facilidade em aprender uma língua estrangeira e o quanto você se esforça para estudar, entre outros. A média são 6 meses.

SFA – Svenska för Akademiker (sueco para acadêmicos)

Existem escolas que já estão preparadas para receber pessoas com níveis acadêmicos, ou seja, que já possuem um diploma universitário. Muitas escolas não nomeiam o SFA, mas consideram que o nível C corresponde a esta classificação. Isto será avaliado no momento da inscrição (ou do teste de nível). O estudo de outras línguas estrangeiras também é levado em consideração para uma boa classificação.

SAS G – Svenska som Andra Språk Grundläggande (sueco como segunda língua – curso fundamental)

Ao terminar o SFI, uma prova nacional é feita e, caso aprovado, o estudo é seguido do curso SAS. O SAS G é um nível que nem todas as escolas oferecem. Caso sua escola possua o curso, você pode cursá-lo diretamente após a prova nacional ou solicitar um teste de nivelamento. A escola que estudei possuía 3 níveis. Dependendo do seu conhecimento de sueco, é possível que você nem precise fazer o SAS G e vá direto para o SAS A.

O tempo do curso pode variar dependendo do nível que você cair. Do primeiro ao último nível, na escola que estudei, a duração do curso é de 1 ano.

SAS A – Svenska som Andra Språk (sueco como segunda língua – nível A)

No SAS A você estará estudando no nível ginasial, ou seja, o mesmo que pessoas com 15 anos. Muitos dizem que é o equivalente ao nível de ginásio que um sueco estuda. No entanto, segundo minha professora na universidade, o SAS A equivale ao ginásio dos adolescentes estrangeiros que cursam a língua (um curso especial é oferecido para aqueles que entram no sistema com esta idade), paralelo aos estudos de outras matérias.

SAS B – Svenska som Andra Språk (sueco como segunda língua – nível B)

“Último estágio” do aprendizado da língua sueca. Após este curso você estará habilitado na língua para entrar numa universidade na Suécia.

Svenska som främmande språk – Sueco como língua estrangeira

Quem estiver interessado em pular etapas, pode tentar fazer o curso oferecido pela Universidade de Estocolmo. Pular etapas significa se você estiver no SFI, decidir fazer a prova e conseguir passar, você vai estudar apenas 1 ano (dois semestres). Sobre este curso, já escrevi no blog em várias ocasiões (Nas categorias Sueco e Universidade vocês poderão encontrar mais coisas, alguns dos posts: Universidade, ai vou eu!!!! e As línguas nordicas).

Mestrado e Doutorado na Suécia

Não faço nem fiz mestrado nem doutorado na Suécia. Nem sei se pretendo fazer. Mas encontrar informações sobre isso não é tão difícil como parece.

Segundo o site Study in Sweden, existem no país 48 instituições creditadas como ensino superior. Muitas delas inclusive oferecem ensino em inglês. Este link leva você direto para a página que informa sobre as universidades existentes na Suécia.

Lá você pode encontrar uma lista em ordem alfabética das universidades (com direito a mapa) assim como as mesmas universidades separadas por região e tamanho.

Normalmente, informações sobre os cursos de mestrado e doutorado podem ser encontradas nas páginas das próprias universidades.

Paola escreveu um ótimo post sobre Mestrado e Doutorado na Suécia, passem lá e dêem uma conferida.

Mais informações sobre o ensino superior sueco pode ser encontrada nesta página (em inglês).

  • A palavra em sueco do dia é studera [sstudera], estudar

Round trip pela Europa – parte 1

Trajeto entre Estocolmo e Sainte Agnès (clique na foto para ampliar)

Trajeto entre Estocolmo e Sainte Agnès (clique na foto para ampliar)

Vamos lá! Já estava na hora de começar a escrever sobre nossa aventura de carro entre Estocolmo (Suécia) e Sainte Agnès (França).

Percurso: 2490 km

Países percorridos durante o trajeto: Suécia, Polônia, Alemanha, República Tcheca, Austria, Itália e França

Duração de toda a viagem: 3 semanas

A foto ao lado é uma montagem que fiz pois não foi possivel marcar todos os pontos da viagem de uma só vez por causa do mar. O trajeto entre Ystad (S) e Swinoujscie (Pl) foi feito de navio.

Trajeto detalhado aqui.

1º dia – 070708

Estocolmo – Ystad

Percurso: 631km

Duração: + ou – 6 horas

Começamos a viagem dia 7 de julho, às 06h00, numa temperatura de 10 graus, neblina e ameaça de chuva. Nada muito animador.

Já na metade do caminho um pequeno imprevisto: fomos obrigados a parar por alguns minutos pois uma tempestade havia nos alcançado. Impossível de ver um palmo diante do nariz.

Estocolmo-Ystad

Estocolmo-Ystad

O navio que iríamos pegar rumo à Polônia partiria às 12h30 de Ystad e a previsão do GPS era que chegaríamos bem antes do previsto. Como aprendemos bem durante a viagem de páscoa, não damos muita bola para pequena máquina e calculamos que conseguiriamos chegar antes do previsto, ao menos 30 minutos antes do embarque deveríamos estar lá.

Escolhemos não ir por autoestrada, para fazer um caminho mais curto, diferente e com outras paisagens. O GPS nos levou por um lugar que caso eu não estivesse com o mapa na mão perderíamos toda a viagem. Decidimos, então, conferir a cada indicação da máquina louca se as informações correspondiam com a realidade do mapa.

Sem muitos problemas, chegamos à Ystad ainda com tempo e entramos direto na fila dos carros. Esta seria minha primeira vez viajando de carro num navio. Achei interessante como tudo é organizado.

Ystad - Suécia (a caminho da Polônia) Polferries

Com os três bilhetes na mão (viking + Ju + carro), entramos no barco e fomos imediatamente procurar nossa cabine. Eu já estava preocupada em passar cerca de 7 horas me sentindo uma sardinha (minha primeira experiência com cabine de navio quando fomos para Riga (Letonia), dezembro passado, não foi das melhores) e sentindo enjôos.

Para minha surpresa, meu viking havia pago menos de 30 reais a mais para nossos bilhetes para trocar de cabine. Resultado: mudamos da simples para de luxo, com direito a consumir tudo o que o frigobar nos oferecia. 😀 Eu não sabia de nada!! Ao entrar e me deparar com todo aquele espaço comecei a pular, correr e dançar…hahaha :roll: (As fotos da cabine entrarão assim que conseguirmos recuperar tudo o que está no computador com carregador queimado :( )

No entanto, eu só pensava em três coisas: comer, dormir e banho. (não necessariamente nesta ordem)

O trajeto detalhado Estocolmo-Ystad pode ser encontrado aqui.

  • A palavra em sueco do dia é hytt [rrit], cabine

Viagem ao Brasil

Recife e suas pontes

Recife e suas pontes

Minha viagem à terrinha durou apenas 20 dias. Infelizmente não deu tempo de encontrar todo mundo que gostaria e nem de curtir um dia de praia. No Recife, a chuva me recebeu de braços abertos assim como minha maezinha querida.

O sol se escondia atrás das nuvens. Vi poucos dias ensolarados na terrinha. Minhas férias também foram sinônimo de trabalho. Muitos pepinos e beringelas para resolver.

Para terminar, o Detran esteve em greve e só existiam 3 postos de atendimento funcionando. Com filas absurdas. Queriam aumento!! Renovei minha carteira de motorista e solicitei a PID (Permissão Internacional para Dirigir), já que ainda não tenho a sueca. Com a PID, infelizmente, não poderei dirigir em terras vikings, mas o restante da Europa está ai de braços abertos esperando esta que vos escreve. O episódio Detran merece um post a parte.

Este post foi reeditado várias vezes. Pensei que poderia postá-lo do Brasil, mera ilusão!

A viagem

Frankfurt-Hahn + ônibus da RyanairPessoas!, a operação Frankfurt foi um sucesso. Peguei o vôo da Ryanair as 19h do dia 8 de junho e cheguei a Frankfurt-Hahn às 21h num vôo super tranquilo. Atravessei a rua e estava dentro do hotel. Muito bom. Arrumadinho, limpo e pratico.

O engraçado ficou pelo sistema de anti-incendio que disparou às 22h em todo o hotel, fazendo com que as pessoas corram para fora vestidas de qualquer forma. Eu fiquei na minha janela, já que havia recebido o aviso de que não era incendio algum, mas sim um (irresponsável) fumante que resolveu acender um cigarrinho para seu prazer e disparou o alarme. Em cinco minutos tinham 4 carros de bombeiro em frente ao hotel. E eu tirando fotos e dando “xauzinho” da janela.

Frankfurt-Hahn + Bombeiros

Na manha do dia seguinte parti rumo a Frankfurt-Main. O ônibus parou na calçada do aeroporto. Mais prático, impossível. Quase duas horas de viagem até o destino final. Quem já viajou por Frankfurt sabe. O aeroporto é gigantesco e difícil de achar qualquer coisa. Bom, achei a Condor, fiz check-in e não tive problema algum ao passar pela polícia. 😀

O vôo foi tranquilo, mas achei loooongo. A comida era muito boa e as poltronas não eram desconfortáveis. O único detalhe foram as aeromoças que insistiam em me responder em alemão.

A volta para casa

Saí do Brasil dia 30 de junho. O vôo até Frankfurt foi tranquilo e muito agradável. Pena que a gripe que me pegou no Brasil deixou em mim uma companheira inseparável: a tosse. Tossi o vôo inteiro e não dormi nem um minuto sequer. Além disso, havia uma criança ao meu lado que deveria ter uma “duracel” interminável dentro de si. A guria não parava quieta!

Este dia seria o mais cansativo. Deveria esperar cerca de 12 horas pelo próximo vôo (em outro aeroporto). Até pensei em comprar uma passagem de ultimo minuto, mas em Frankfurt os operadores de terra da Lufthansa estavam de greve e o caos imperou no aeroporto com vários atrasos e cancelamentos.

Parti rumo a Frankfurt-Hahn e lá fiquei até a hora do check-in, quando me dei conta que haviamos comprado minha viagem de retorno para o dia 30 de junho. Detalhe: cheguei na Europa dia 1 de julho, o que significa que eu não poderia pegar este vôo, mas sim deveria comprar outro bilhete.

Desesperei! Estava louca para chegar em casa, morta de cansada e sono. Corro para o balcão da Ryanair, converso com a atendente que me informa o preço da passagem para aquele dia: 230€. Ãh!! ou 50€ para o outro dia de manhã. Ligo para a Suécia, falo com meu viking e decide-se ficar em Frankfurt até o outro dia. Era o mais sensato a se fazer!

Cheguei em casa na quarta-feira a tarde morta de cansada, sem coragem para nada. Nem mesmo de escrever uma linha.

Agora preciso me preparar, pois segunda-feira partiremos rumo a nossa road-trip na Europa!

  • A palavra em sueco do dia é flygplats [fli[u]gplats], aeroporto

Viagem barata para o Brasil

Quem está procurando passagens baratas para o Brasil (principalmente para o Nordeste) durante as férias de verão da Europa pode aproveitar os preços low-coast de uma nova companhia aérea que desde 5 de maio está operando entre Recife e Frankfurt.

A empresa alemã Condor oferece vôos para Recife todas as segundas e o valor do bilhete para as próximas duas segundas custam apenas 84€ (apenas um trecho partindo da Europa- sem taxas). A partir de então o valor do trecho varia de acordo com a data escolhida e passa a custar entre 134€ e 309€

A Condor também oferece vôos para Salvador, entretanto, eles acontecem duas vezes por semana (quartas e sábados). Para a capital da Bahia, o valor de 84€ (apenas um trecho partindo da Europa- sem taxas) permanece até dia 28 de junho.

Eu ja garanti a minha! Estou de partida para Recife na segunda-feira, 9 junho!

O site da empresa pode ser acessado em inglês (europeu, americano/canadense), alemão, francês, espanhol, italiano e turco.

Se você não mora na Alemanha (como eu), precisa pegar um outro avião para chegar em Frankfurt e que para tal decide ir por companhias low-coast que operam na Europa, fiquem atento na quantidade de taxas extras que no momento da reserva podem ser evitadas (desabilitadas).

Essas empresas aéreas adotaram recentemente várias taxas extras que fazem as atraentes passagens de 1 centavo de euro tornarem-se bem salgada: taxa de bagagem, preferencia na fila para entrar no aviao etc…

  • A segunda palavra em sueco do dia é biljett [bilhétt], passagem

Relatos de uma viagem…parte 2

Vocês lembram da nossa viagem de Páscoa? Há um tempinho escrevi aqui a primeira parte da nossa aventura e já estava mais do que na hora da continuação, não é mesmo? Daqui a pouco chega o verão, novas viagens e aventuras no calendário e nada das histórias da páscoa pelas terras francesas. Apertem os cintos que agora vai…

Saumur – França

Nossa descida rumo a Saumur foi super tranquila e o sol resolveu dar o ar da graça, isto porque Reims não é uma cidade que podemos chamar de ensolarada, na verdade é bastante acinzentada durante boa parte do ano (quando o sol aparece, sim, é lindo – e quente).

Levamos cerca de seis horas porque decidimos fugir das auto-estradas e pegar um caminho bem fofo pelos campos. A velocidade nessas pequenas vias fica em torno de 90 km/h (chegando em pequenos trechos a 110km/h), nada comparado com as autoroutes pagas do país. Muitas dessas estradas estavam sendo reformadas, por isso pegamos trechos bem lentos.

Num determinado momento, decidimos pegar uma outra estrada que nos levou às bordas do Loire (La Loire, em francês), o mais longo rio da França. A região para a qual fomos, chamada de Pays de la Loire (Países do Loire), possui um grande número de castelos e se destaca pelo charme das cidades que beiram o rio assim como pelos vinhedos e paisagens.

Les Troglodytes!

Antes da nossa chegada a Saumur nos deparamos com várias casas estranhas. Na verdade, eram grotas, sim, estamos em 2008 e ainda existem pessoas que moram em grotas. 😀 O charme das grotas é que são completamente adaptadas. Vimos inclusive varias delas ainda em construção. E ao conversar com amigos no nosso destino sobre as casas nas grotas, descobrimos que são conhecidas como Les Maisons Troglodytes.

Na região, é possivel não só visitar algumas casas trogloditas como inclusive comer em restaurantes de mesmo tema. Infelizmente não podemos visitar nenhum dos dois, pois como disse, fomos numa época em que esses sítios turísticos estão fechados.

Castelos

Chateau de Saumur IMGP8513

Esta é a vista da cidade de Saumur do outro lado do Loire. Encantadora! Esse castelo que vocês estão vendo nas fotos (Le château de Saumur) está em reforma e não é possivel visitá-lo. No entanto, fizemos uma longa e gostosa caminhada para chegar ao seu cume para ver o castelo e seus arredores de perto.

IMGP8563 IMGP8536

Romântico, não?

Para não dizer que a viagem à Saumur foi em vão, passeamos bastante pela região e encontramos inclusive um castelo aberto para visitas. O Château de Brezé, construido entre os séculos XI e XIX, é conhecido por possuir um castelo sobre outro castelo. Explico.

Além do castelo visivel, existe uma imensa construção subterrânea que te leva a um mundo completamente diferente. Lá encontramos uma incrivel vila troglodita subterrâna com direito a padaria, pressoir (local para esmagar as uvas) e les foudres (onde o suco da uva é guardado e fermentado com a finalidade de tranformá-lo em vinho). Muitas partes do subterrâneo ainda não foram exploradas, por isso em alguns lugares existiam placas proibindo a passagem.

Chateau de Brézé IMGP8587

Levamos mais de uma hora para percorrer todo o trajeto. Olhando a foto acima, não dá para imaginar que ao redor do castelo existe o mais profundo fosso (seco) da Europa. Dezoito (18) metros de produndidade cavados pelas mãos dos trabalhadores desde 1448. Pedras que foram tiradas deste fosso, serviram para construir o castelo que vemos na superfície. Incrível, não?

IMGP8588 Fosso do chateau de Brezé

IMGP8591 Fosso do chateau de Brezé (ponte no detalhe)

Ao sair do castelo de Brazé fizemos um passeio nas pequenas vilas ao redor de Saumur. Encontramos um outro castelo também fechado para visitas, mas com uma bela vista para o Loire: O Château de La Dame de Montsoreau.

Chateau de La Dame de Montsoreau. Chateau de La Dame de Montsoreau.

Nossa volta para casa deixarei para um próximo post…Este ja está enorme! 😉

  • A palavra em sueco do dia é slott [slót], castelo

As línguas Nórdicas

Desde agosto do ano passado, estudo Svenska som främmande språk (sueco como língua estrangeira) na Universidade de Estocolmo. Apesar do curso ser na uni, o nível é ginasial. Agora estou no nivel 3 (apesar de não existir nivel 1 😛 ) que este semestre mudou de nome. Agora ele se chama Behörighetsgivande kurs i svenska (Curso que te dá qualificações em sueco para cursar uma universidade).

O curso faz parte da Instituição para línguas Nórdicas (Institutionen för Nordiska Språk) que oferece cursos, além do sueco, de dinamarquês, noruguês, holandês, islandês, sueco antigo, gótico etc.

Hoje tivemos um seminário bastante interessante no qual as duas professoras dividiram as 3 horas de aulas em 2 momentos: Norueguês e Dinamarquês. Eu adorei!

A primeira professora, norueguesa, foi bastante simpática, comunicativa e capaz de prender nossa atenção. Ela falou em norueguês a aula inteira. Sim, inteirinha!!! Lembrei imediatamente da aula de Mércia. O tema da aula foi as duas variações de norueguês. Sim, esta eu não sabia. Na Noruega existe duas línguas, não como na Bélgica ou Canadá que tem o inglês e frances como línguas oficiais, mas norueguês e norueguês. 😕

Explico: segundo a professora, na Noruega existe duas variantes de norueguês: Nynorsk (novo norueguês) e o Bokmål (dano-norueguês). Para poder entender melhor, precisamos voltar um pouco no tempo.

A Noruega e a Dinamarca faziam parte de uma união estabelecida entre esses dois países a partir de 1450. No entanto a Noruega só deixou de ser um reino independente em 1536. Na aula, a professora explicou que com o domínio dinamarquês, a língua norueguesa escrita desapareceu, sendo substituída pelo dinamarquês.

Quando a união, na qual a Suécia anos depois veio fazer parte, finalmente acabou, 1813, a Suécia “levou para casa” a Noruega como prêmio de guerra. A dissolução da união Noruega-Suécia aconteceu pacificamente em 1905.

Mas foi ao final da primeira união (Noruega-Dinamarca) que os “problemas” linguísticos começaram.

O objetivo de se construir a língua escrita era claro, mas país entrou num dilema:

  1. Continuar escrever dinamarquês;
  2. “Noruguêsar” o dinamarquês
  3. Construir uma nova língua escrita com bases na língua oral.

Uma corrente liderada pelo linguista Ivar Aasen (o qual compilou vários dialetos e compôs o Nynorsk) defendia o radical abandono do dinamarquês e a rápida composição de uma língua norueguesa. A ligação entre a idéia de nação e língua para a formação de uma identidade nacional era bastante forte.

Do outro lado da corrente estava o linguísta, Knud Knudsen, o qual pregava a prudência e a construção da nova língua escrita atraves da língua falada. O Bokmål é o que poderíamos dizer da junção do norueguês falado com alguns traços de herança dinamarquesa na escrita.

Vocês devem estar se perguntando, sim, mas e no que deu o resultado?

Bom, a professora nos mostrou um mapa da Noruega onde em 1945 apenas 15% da população falava Nynorsk e 85% o Bokmål (mapa de 2007, para ele só as cores correspondem).

Hoje, o Bokmål é a língua dominante, apesar do forte lobby do Nynorsk (hoje minoria, mas em forte crescimento), e é usado nas escolas e repartições públicas.

Muitos devem estar pensando qual a vantagem em ter duas linguas que, em vez de facilitar, complicam a situação. Bom, primeiramente é uma idéia bastante excitante, do ponto de vista acadêmico e social. Acadêmico pois a língua está em constante evolução, entre outros. Social pelo fato de todos terem espaço na sociedade para se expressar através de sua língua nativa (vejam o caso do Paraguai – com o espanhol e guarani).

Lógico que tem inúmeros pontos negativos, entre eles o de aprender a língua. 😉

Achei interessantíssima a aula. Ahh, detalhe, conseguimos enterder tuuuudo!!

Bom, o segundo tempo começa com a professora dinamarquesa (uma figura!!). No entanto, a aula foi menos interessante que a anterior.

Ela falou de varias coisitas curiosas e depois nos mostrou quais as maiores diferenças entre o sueco e o dinamarquês, na escrita (pois no oral é praticamente impossível entender).

Uma curiosidade: A bandeira dinamarquesa é um símbolo de alegria, muito mais do que de nação. A bandeira é usada em festas, nascimentos e é sempre relacionada a algo festivo.

Ela lembrou dos últimos acontecimentos que envolveram a queima da bandeira dinamarquesa em vários países em demonstração de ódio contraas caricaturas de Maomé. Ela lembrou que em vez de raiva, seus conterrâneos sentiram uma tristeza profunda ao vê-la queimando.

O mais engraçado foi na hora em que ao começar o seminário alguém perguntou em que língua ela falaria (já que ninguém entende dinamarquês). Ela disse que falaria em “escandinavo” (ou seja, sueco) pois os suecos consideram sua língua como a principal. No entanto, ela rebateu com o seguinte dito:

O sueco (a língua) é o dinamarques falado de forma mais clara.

Entretanto, os suecos costumam dizer:

O dinamarquês (a língua) é o sueco falado quando se tem papa na boca

Em resumo, duas coisas saímos falando da sala:

1. Estudando sueco, ganhamos mais duas línguas no pacote (Norueguês e Dinamarquês), já que, apesar de díficil de falar e entender, de acordo com a segunda professora, em 3 semanas é possivel um falante da língua sueca entender e começar a balbuciar dinamarquês.

2. O sueco é definitivamente mais fácil de aprender que o norueguês e o dinamarquês!!

  • A palavra em sueco do dia é granne (ar) [granne], vizinho (s)

Relatos de uma viagem…

Consegui fazer o mundo parar de rodar um minuto para poder descer aqui no blog e finalmente contar sobre nossa viagem de páscoa. Algumas memórias já estavam sendo apagadas. Para não correr o risco de esquecer tudo, voilà, aqui estou eu.

O primeiro dia de viagem foi super cansativo. Começamos a descida às 6h e dirigimos por quase 15 horas. Coisa de doido! Nosso (segundo) café da manha aconteceu às 9h numa dessas paradas de estrada (nas redondezas de Ödeshög) mas ao contrário do que muitos possam imaginar o lugar era super bonito.

O in?cio da viagem!!Vättern

O lago que vocês podem ver na foto chama-se Vättern (segundo maior da Suécia e quinto da Europa). Juro que me senti na Côte-D’Azur passando com o carro pela estrada e admirando sua água límpida e brilhante.

Passamos super rápido em Malmö, paramos apenas para almoçar, e seguimos rumo à Dinamarca. A viagem até Malmö durou mais de seis horas. Quem me conhece sabe, meus rins trabalham muito bem e a necessidade de parar era constante, o que fez nosso primeiro dia de viagem se tornar uma eternidade. 😕

Suécia-Dinamarca

É possível ir à Dinamarca a partir da Suécia de carro ou de trem (atravessando a ponte chamada Öresundsbron). Foi a minha maior experiência. Eu havia visto um documentário sobre a construção desta ponte (e do túnel “subaquático”) que liga os dois países e tinha muita vontade de vê-la de perto. A ponte tem quase oito quilômetros de extensão sem contar com os quatro quilômetros e cinquenta e cinco metros do túnel. (clique aqui para ver o desenho da ponte e do túnel)

Ponte entre a Dinamarca e a Suécia (Öresundsbron) Ponte na Dinamarca

Olha a prova! Turbinas eólicas no mar

A experiência é indescritível. As quatro fotos acima foram tiradas no trajeto da volta. De cima da ponte foi possível ver as turbinas eólicas instaladas no meio do mar e sentir que podemos produzir energia limpa. Não entendo argumentos contra as turbinas. Sujar paisagem?? Que nada!! Foi lindo. Quanto ao túnel, bem, sentir que você está entrando de carro nas profundezas marítimas foi emocionante, mas confesso que fiquei contente quando saí dele. Ah, mas nada é de graça. Atravessar a belezura custa 325 kr (cerca de R$ 93,00). Doi no bolso só em pensar…

Não paramos em Copenhague, apesar de termos passado perto. Estávamos pensando apenas no nosso destino final, não, minto, neste momento pensávamos era no intermediário mesmo, Bremen. A passagem pela Dinamarca foi bastante rápida.

Paramos apenas em um posto de gasolina para um café e sentimos no bolso o peso e a força da coroa dinamarquesa (um pouco mais valiosa que a sueca) e dos preços salgados. Pagamos 29 coroas dinamarquesas (37 coroas suecas, cerca de R$10,00) por um café e um pão de chocolate (claro que para meu viking) o que na Suécia custaria 18 coroas suecas (cerca 14 coroas dinamarquesas).

Alemanha

Já Alemanha é uma experiência a parte. Dirigir nas auto estradas alemãs é um sonho. As pistas são bem cuidadas, não existe pedágio (na Suécia e na Dinamarca também não) e a velocidade máxima recomendada é de 130 km/h. Vejam bem, disse recomendada. Excetuando a região de Bremen que recentemente delimitou em 120 km/h a velocidade em seu perímetro, pode-se dirigir em qualquer limite nas estradas alemãs.


Alemanha

Por outro lado, vi muita poluição (devido às usinas de energia – foto) e bastante tráfego. Outra coisa chata é que todos os banheiros pelos quais passei são pagos. Fiquei bem indignada em pagar 0,50€ apenas para visitar a casinha do monsieur bocão.

Ficamos numa pousada muito simpática e agradável. Ela se chama Blaue Villa mas reservamos através de outro site. Como reservamos muito em cima da hora (na véspera da viagem) pagamos 59€ a diária com direito a café da manhã (coisa rara na Alemanha e França, já que os preços do café da manhã podem variar de 7€ a 19€). Aconselho reservar hotéis e ou pousadas com bastante tempo de antecedência

Bélgica

Bom, pelo menos na Alemanha existe banheiro. Na Bélgica não encontramos um sequer. Pelo menos nas estradas que passamos. Covardia dos deuses! Mas a Bélgica sempre guarda surpresas. Esperem pela volta…

França

A viagem Bremem-Reims durou 7 horas. Chegamos bem mas um pouco cansados. Fomos correndo ver meu irmão e minha princesa, que estavam aproveitando o Printemps du Cinema (três dias com entradas pela metade do preço, ou seja, um adulto 3,50€) para dar aquela conferida num filme…francês, claro. O filme havia terminado quando chegamos mas a paradinha para um café foi inadiável. Eu estava morrendo de saudades do cafezinho francês.


Meus amores...

Nossa passagem por Reims foi deliciosa. Encontramos amigos e passamos momentos agradabilíssimos com todos. Dois dias passaram voando. Na terça pela manhã começamos nossa descida rumo à Saumur. Mas daqui para frente contarei num outro post. Aguardem as próximas cenas…

Uma novidade: a partir de hoje, ao clicar na palavra entre colchetes, será possível escutar a pronúncia das palavras ao final de cada post. O link não é de minha autoria. O mp3 é do site Lexin. Espero que não me dê problemas. (será que alguém sabe algo sobre isso?)

  • A palavra em sueco do dia é motorväg [motorvég], auto-estrada

Voltei Recife!!

Não, não é bem isso que o título quer dizer. É só uma referência musical para dizer que chegamos em casa. Meus conterrâneos vão entender! 😉

Bom, chegamos domingo a noite beeeeeem cansados e ainda estou colocando as coisas em ordem, lendamente, diga-se de passagem. Muitos trabalhos da universidade para fazer, exercícios de inglês, provas e provas e o serviço doméstico de cada dia (se bem que o meu viking ajuda, mas…).

Tenho muito o que contar, mas volto aqui quando as coisas se acalmarem (em breve, assim espero). Só adianto uma coisa. Essa viagem de carro me rendeu dois quilos extras!! :( Dirigir, parar para comer e sentar não é uma boa combinação! 😀blogshow.jpg

Sim…. Não posso esquecer. Tanta coisa acontecendo que nem deu tempo de agradecer a “Ermã” Laura pelo prêmio Esse Blog é Show de Bola. Uma desfeita gigantesca, já que o post dela foi publicado final de fevereiro.

Queria agradecer também a todos que passaram por aqui e desejaram boa viagem. Tenho certeza que todos os vossos desejos foram atendidos. 😉

  • A palavra em sueco do dia é återkomma [ôterkoma], regressar

Viagem de páscoa

Enquanto vocês estão lendo este post, já devemos estar bem longe de casa. Amanhã começa nossa descida rumo à França. Sim, descida porque vamos de carro. Já está tudo programado. A rota, hoteis, paradas, etc. Vai ser uma aventura e tanto! Espero que o tempo ajude.

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Nossa primeira dormida será na Alemanha, em Bremen. (clique para ver a foto ampliada) Não vamos nem fazer turismo por lá. Queremos apenas dormir, após cerca de 12 horas de estrada. No outro dia quero chegar o mais cedo possível ao nosso destino: Reims. Lá vou visitar meu irmão e meus amigos…

Alguns dias depois, vamos em direção a Saumur, a cidade de Coco Chanel! Saumur fica localizada numa bela região da França na qual existem vários castelos (pena que a estação de visitas começa apenas a partir de abril :( ). Lá encontraremos minha querida amiga A. Nos conhecemos no primeiro dia de aula do curso de francês que cursamos juntas em Reims. Ela é bastante responsável por eu estar com meu viking hoje!

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Bom! Me desejem boa sorte!! Depois passo aqui para contar mais.

Aqui vocês podem encontrar os relatos desta viagem (primeira e segunda partes)

  • A palavra em sueco do dia é bil [bil], carro