ABBA the museum adiado

Lembram que escrevi sobre o Abba – The Museum ? Que este abriria suas portas em junho de 2009? Pois é. Ainda não sera desta vez que fãs do quarteto sueco poderão visitar as instalações do museu, conferir todo material do grupo e curtir toda a atmosfera criada em torno deles.

Isto porque, segundo explicações dos empresários, a reforma do local onde o museu seria localizado ficou inviável. A casa possui mais de 100 anos e alguns sérios problemas, o que inviabiliza a construção do museu. O responsável pelo projeto, Ulf Westman, confessa que não haverá museu do ABBA nem na Tullhuset (clique na foto para ampliar) nem em algum outro lugar em 2009.

Desde o anúncio da abertura do ABBA – The Museum podía-se comprar ingressos para o dia da abertura. Segundo o DN, 3 mil ingressos já foram vendidos. Os responsáveis pelo projeto já anunciaram que não há problemas em devolver o dinheiro. No entanto, aqueles que quiserem continuar com o bilhete em mãos terão a garantia de estarem presentes quando uma nova data de inauguração for estipulada.

Link para o museu do ABBA – ABBA – The Museum

Aqui está o anúncio oficial (em ingles) do adiamento

  • A palavra em sueco do dia é skjuta upp [xuta upp], adiar, remarcar (a data de algo)

Cosmonova e exposições

Hoje estive no Cosmonova, um cinema que fica no Museu de História Natural da Suécia, ao lado da Universidade de Estocolmo. O Cosmonova é um cinema diferente. Nada de blockbusters ou filmes de época, muito menos de arte. Tudo o que é exibido alí tem algo a ver com animais e/ou natureza.

O diferencial do Cosmonova fica por conta da parte técnica. A cúpula (ou domo) do cinema tem 23 metros de diâmetro e foi construído de chapas de alumínio, formando uma superfície de 760 metros quadrados (clique na imagem para ampliar). O salão possui 262 lugares além de três reservados a visitantes em cadeiras de rodas.

As exibições começam sempre às 11h e terminam às 18h/19h. Cada filme tem duraçao média de 45 minutos. No programa que recebi, há quatro filmes em exibição que se repetem durante o dia. Hoje assisti a dois deles: Sea Monsters 3D e Dinossauros. Para quem não entende sueco, é possivel pegar emprestado fones que fazem a tradução simultânea para o inglês.

O primeiro deles foi projetado através do sistema digital 3D do Cosmonova, o que significa que usei aqueles óculos ridículos :roll: os quais, segundo o que tava escrito na tela antes de tudo começar, bloqueiam toda luz e faz com que as imagens sejam vistas por cada olho por vez.

A projeçao do Sea Monsters 3D foi feita em uma janela no domo (como mostra a foto ao lado). Eu gostei e me assustei bastante. Estranho se sentir parte do filme e ainda continuar sentado.

Mas foi no segundo filme que senti a grandiosidade do cinema. Você fica o tempo todo olhando para todos os lados, inclusive para cima, pois a projeção do filme ocupa uma imensa superfície. A projeção IMAX usa o maior formato de filme que existe, 10 vezes maior que os 35mm de um cinema comum. A diversão é garantida.

Entre um filme e outro aproveitei e dei uma passada nas exibições do museu. A que mais me impressionou chama-se Den Mänskliga resan (The Human Journey) na qual é possível ver a evolução humana em vários aspectos. Um deles foi a reprodução de algumas espécies até a chegada do Homo sapiens. A perfeição com as quais foram produzidas e os detalhes das pesquisa são impressionantes.

Naturhistoriska RiksmuseetNaturhistoriska Riksmuseet

Naturhistoriska Riksmuseet Naturhistoriska Riksmuseet Naturhistoriska Riksmuseet Naturhistoriska Riksmuseet

Uma outra coisa legal foi a interatividade. Nada de exposições com teias de aranhas. Muito pelo contrario. Diante de cada parte do percurso, uma tela sensivel ao toque te dava informações extras e até mesmo propunha jogos. Eu fiquei brincando numa das telas tentando descobrir quais pegadas pertenciam a 9 bichos diferentes. 😛 Naturhistoriska Riksmuseet

Uma outra exposição, esta disponível apenas até 31 de agosto, chama-se Jordens berg (Montanhas do mundo, em tradução livre). Em em inglês, chama-se Spetacular Mountain Landscapes e mostra imagens feitas pelo fotografo de natureza (é assim mesmo que se chama?) sueco Claes Grundsten. Fiquei apaixonada por várias lindas imagens de montanhas do mundo inteiro. Uma delas é esta aí ao lado, tirada em Tarfala, nos fiordes suecos. O mais lindo da imagem é o céu que de tão azul reflete na neve deixando uma linda paisagem azulada.

  • A palavra em sueco do dia é utställning [utstéling], exposição

Arte brasileira em Estocolmo

Para quem gosta de arte brasileira uma boa opção é conferir a exposição Rio de Janeiro 1956-1964, que abre as portas amanhã, no Moderna Museet em Estocolmo. A exposição é a primeira da série Tid & Plats (Tempo e Local) concebida para comemorar os 50 anos do museu em 2008.

Obras de Roberto Burle Max (foto), Hélio Oiticica, Lygia Clark, Almicar de Castro, entre outros, fazem parte da exposição que pretende apresentar o concretismo brasileiro para os amantes da arte moderna. Visitas guiadas (link em ingles), apenas em sueco, estarão disponíveis em datas especiais. A entrada custa 80 coroas suecas (em torno de R$ 22,00) ou 60 coroas entrada reduzida (desempregados, grupos a partir de 15 pessoas, estudantes com carteira, aos que são sujeitos ao serviço militar, aposentados)

Infelizmente todos museus de Estocolmo, a partir de janeiro de 2007, voltaram a cobrar por entrada. Alguns já haviam começado a cobrar mesmo em 2006. Outros nunca foram gratuitos. No entanto, os museus públicos, depois da nova medida, perderam cerca de 1,5 milhões de visitantes. Os mais prejudicados foram o Naturhistoriska Museet (Museu de Historia Natural) e o Moderna Museet (Museu de Arte Moderna), cujo número chega a 700 mil de visitas a menos que em 2006.

  • A palavra em sueco do dia é besokare [bessókare], visitante (s)

ABBA the museum

ABBA the museum (reprodução gráfico do DN) Está previsto para o verão de 2009, mais precisamente para o dia 3 de junho, a abertura do museu do ABBA em Estocolmo. A obra está orçada em 200 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 55 milhões). A iniciativa é privada mas boa parte do financiamento vem dos cofres públicos, o que será recuperado com o pagamento do aluguel do imóvel onde sera instalado o museu. Nada de ponto sem nó!

O projeto tem o nome de ABBA the museum e não deve se assemelhar aos museus comuns. A idéia é de que seja um centro de divertimento dividido em três andares. Os idealizadores pretendem que o museu tenha uma dinâmica de um bom filme. Isto significa que o visitante terá a possibilidade de seguir a carreira do grupo, que teve seu fim em 1983, através de um caminho marcado pelos 25 anos de estrada, ou seja, cada espaço será dedicado a um período específico da jornada do ABBA. Vejamos…

Interatividade e multimedia são fatores que andam de mãos dadas neste projeto. Logo após a entrada será possivel encontrar, segundo os idealizadores, tudo relacionado ao grupo. Um espaço chamado Upplev ABBA live, isto é, experimente ABBA ao vivo, pretende proporcionar aos visitantes a mesma sensação de ver o grupo em um show.

Nos pisos seguintes, os fãs do grupo poderão realizar seu proprio vídeo, cantar no karaokê, tomar um café, participar de um evento, ver exposições ou mesmo se esbaldar em uma pista de dança. Um espaço dedicado às roupas usadas nos shows terá certamente seu lugar.

Bom, vocês devem estar se perguntando quanto tudo isso vai custar. Quem quiser curtir tudo o que o museu vai oferecer precisa desembolsar a bagatela de 245 coroas (por volta de R$ 68,00). Nem um pouco animador, heim? :(

  • O verbo em sueco do dia é uppleva [uppleva], experimentar, viver, sentir